Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica: Apresentação Página web: http://epaa.asu.edu/ojs/ Artigo recebido: 2/3/2020 Facebook: /EPAAA Revisões recebidas: d/3/2020 Twitter: @epaa_aape Aceito: d/3/2020 Dossiê Especial Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Ibero América arquivos analíticos de políticas educativas Revista acadêmica, avaliada por pares, independente, de acesso aberto, e multilíngüe Arizona State University Volume 28 Número 34 16 de março de 2020 ISSN 1068-2341 Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Ibero América: Apresentação Ângelo Ricardo de Souza Universidade Federal do Paraná / UFPR Brasil Sebastián Donoso Diaz Universidad de Talca Chile & Joaquín Gairín Sallán Universidad Autònoma de Barcelona Espanha Citação: Souza, A., Donoso Diaz, S., & Gairín, J. (2020). Políticas para a gestão da educação pública obrigatória na Ibero América: Apresentação. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 28(34). https://doi.org/10.14507/epaa.28.5359 Este artigo faz parte do dossiê especial Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica , editado por Ângelo R. de Souza, Sebastián Donoso Diaz e Joaquín Gairín. Resumo: Este artigo apresenta o dossiê Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Ibero América, que tematiza elementos da gestão da escola pública obrigatória na macrorregião como as http://epaa.asu.edu/ojs/ https://doi.org/10.14507/epaa.28.5359 Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica 2 reformas educacionais, a formação de professores e gestores, a inclusão, as políticas de universalização, as experiências e modelos inovadoras e a relação público-privado na educação. O texto que apresenta o dossiê evidencia que as leituras amostradas no conjunto tratam de temas, teorias e experiências, que coadunam com a ideia de que a educação é um direito universal da pessoa humana, extensivo o mais amplamente possível, obrigatório e gratuito a todos e todas durante dado período da vida, de responsabilidade do Estado, laico e de qualidade para todos. Palavras-chave: Políticas Educacionais; Escola Obrigatória; Ibero América Policies for the management of compulsory public education in Ibero America: Introduction Abstract: This paper presents the dossier Policies for the Management of Mandatory Public Education in Ibero America, which addresses elements of mandatory public-school management in the macro- region such as educational reforms, policies of teachers and principals training, universalization and inclusion policies, experiences and innovative models and the public-private relationship in education. The article that presents the dossier shows that the readings sampled in this EPAA special issue deal with themes, theories and experiences that are consistent with the idea that education is a universal right of the human person, mandatory and free to all during some period of life, under State responsibility, secular and with guarantee of quality for all. Keywords: Educational Policies; Mandatory Education; Ibero America Políticas para la gestión de la educación pública obligatoria en Iberoamérica: Presentación Resumen: Este artículo presenta el dossier Políticas para la Gestión de la Educación Pública Obligatoria en Iberoamérica, que aborda elementos de la gestión obligatoria de las escuelas públicas en la macro- región, tales como reformas educativas, la formación de docentes y directivos, inclusión, políticas de universalización, experiencias y modelos innovadores y la relación público-privada en educación. El trabajo que presenta el dossier muestra que las lecturas del conjunto tratan temas, teorías y experiencias, que son consistentes con la idea de que la educación es un derecho universal de la persona humana, lo más ampliamente posible, obligatorio y gratuito para todos durante un período determinado de la vida, de responsabilidad del Estado, secular y de calidad para todos. Palabras clave: Políticas educativas; Educación Obligatoria; Iberoamérica Introdução Este número especial da Archivos Analíticos de Políticas Educativas (EPAA/AAPE) coloca em tela uma temática que explora as políticas para a gestão da educação pública obrigatória na Ibero- América. A ideia principal da proposta é identificar as principais características, tendências, problemas e desafios que enfrenta e possivelmente enfrentará a educação pública obrigatória na Ibero-América nas décadas que virão, observando os movimentos que a política educacional tem desempenhado nos distintos países da ampla região. É importante o foco sobre tal tema, porque política é, ainda que não apenas, conjuntura (edificada historicamente). Mas, nesta conjuntura temos vivenciado um ciclo das macro políticas em um cenário um tanto incerto, caracterizado por novas e potentes demandas sociais e educacionais, com a redefinição dos papéis do Estado diante de tais demandas e com parâmetros diferentes ao longo destes últimos anos e, ademais, com um declive do tradicionalmente público, salvo algumas exceções, em prol do que se tem chamado de educação privada com financiamento público que, em forma crescente, tem ganhado espaço neste cenário. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas Vol. 28, No. 34 Dossiê Especial 3 Os últimos dez anos têm se caracterizado como um período no qual há um conjunto amplo e diverso – nem sempre articulado – de propostas de (reforma da) política educacional no âmbito da gestão dos sistemas educacionais públicos, paralelamente com o avanço de diversas políticas de massificação e universalização da educação, integração e atenção à diversidade e fortes demandas de qualidade dos resultados escolares, área na qual há muitas insatisfações. Complementarmente, os processos de globalização têm incidido de maneira direta na menor influência dos organismos multilaterais em seus intentos por uniformizar os sistemas e, paralelamente, com um maior realce das propostas próprias dos diversos territórios. Todo um oxímoro para quem está acostumado a ver as coisas em branco e preto e suspeita dos híbridos que possa encontrar em seu caminho. Ainda que as críticas massivas e os desacordos sobre o sistema escolar obrigatório, especialmente mas não apenas na América Latina, estejam cada vez maiores, a região compartilha – em um grau significativo – importantes expectativas sobre a capacidade de a educação proporcionar uma solução à principal disjuntiva da sociedade atual: a construção de um pacto de governança, o papel do Estado nesta nova governança e seu desenvolvimento laboral associado. Este número especial busca contribuir com a leitura sobre os distintos contextos e experiências de educação pública obrigatória na macrorregião da Ibero-América. São diversas entradas, tópicos, temas e teorias que são trazidos pelos autores para tal reflexão, o que permite ao leitor uma compreensão alargada sobre o fenômeno em um contexto também diverso, pois mesmo com semelhanças entre os países da macrorregião, as histórias, tradições, movimentos políticos, resistências, etc., têm nuances muito particulares em cada caso. Os Artigos Os artigos que compõem este dossiê foram produzidos por autores que advêm de seis diferentes países: Argentina, Brasil, Chile, México, Portugal e Uruguai; abordando diferentes aspectos das políticas educacionais na sua dimensão da gestão de etapas obrigatórias da educação pública. O primeiro trabalho do número especial é de autoria dos brasileiros de Paula, Costa e Lima, e discute o peso e o impacto de diretrizes que favorecem a privatização da educação básica pública no Brasil, em um contexto internacional também de forte ênfase privatizadora. Os autores, trabalhando com documentos de domínio público, identificam aquilo que denominam de duplo movimento de privatização, com a ampliação da presença de grupos empresariais explorando o segmento educacional e, de outro lado, com as reformas educacionais que reforçam a agenda da privatização da educação pública. As conclusões do estudo apontam para uma potencial modificação na função social da escola, com a possibilidade de inserção na concepção de educação pública de uma visão empresarial, cujo foco reduz a educação de um direito social a um produto ou serviço a ser ofertado ao cidadão. O trabalho seguinte é elaborado por Verdeja Muñiz, cujo foco recai sobre os impactos das reformas educacionais na Espanha sobre o ensino médio, cotejando-o ao peso da história que esta etapa de ensino possui. Isto é, a autora busca observar o quanto a sucessão das mudanças na legislação espanhola sobre o ensino médio obrigatório alteraram ou não a tradição de ensino, que é historicamente construído de maneira menos acadêmica e com uma perspectiva educativa mais abrangente, uma vez que sua história está vinculada à sua extensão à toda a população. O estudo conclui que os docentes desta etapa de ensino, todavia, têm uma formação e tradição que tensionam aquela perspectiva clássica de formação mais abrangente. Gutierrez Lozano é o autor do terceiro artigo do dossiê e busca desenvolver um balanço da reforma educacional mais recente no México. Seu trabalho contribui para um balanço das Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica 4 mudanças promovidas na educação pelo governo recém-encerrado, e observa como as políticas inovadoras que buscaram dar melhores condições materiais e pedagógicas reconfiguraram o ensino em uma perspectiva mais racionalista, com novos marcos legais e diretrizes estratégicas e, especialmente, com um novo programa político e ideológico para a educação pública. Louzano e Simieli, ambas brasileiras, mas a primeira atuando profissionalmente no Chile e a segunda no próprio Brasil, estudam em perspectiva comparada as Charter Schools, analisando casos estadunidense e avaliando as possíveis decorrências deste modelo de gestão da educação básica pública para o Brasil. No artigo, as autoras evidenciam a importância da análise pelo fato de que no Brasil, e mesmo em vários outros países, cresce o interesse de atores importantes da política educacional sobre o referido modelo escolar. O estudo coloca em foco, particularmente, a questão das implicações para a equidade educacional, e observam que as escolas charter não têm incrementado a qualidade e diminuído da desigualdade de acesso à educação de qualidade nos EUA. As conclusões mostram que em países muito desiguais educacionalmente, como o Brasil, a adoção de modelos desta natureza somente faria ampliar a distância entre os que têm acesso à boa escola e aqueles que não alcançam escolas de qualidade. O quinto artigo do dossiê foi elaborado pela argentina Southwell, que estuda o desafio da universalização do ensino médio em seu país, dado que desde 2006 a Argentina tornou esta etapa de ensino como obrigatória. O estudo mostra que o contexto de aprovação da extensão da obrigatoriedade do ensino médio contou com uma ampla discussão sobre a razoabilidade de se obrigar todos a irem à escola, considerando as condições, proposta e características do ensino médio existente à época no país. Reconhecendo que a estratificação social também deixa marcas no sistema educativo da escola obrigatória argentina, a autora pondera, por outro lado, que a tradição escolar de seu país é de um sistema escolar igualitário desde sua criação, com ênfase na diminuição das desigualdades, inclusão e homogeneidade. De toda forma, o trabalho conclui apontando para duas modalidades inovadoras decorrentes da ampliação do acesso ao ensino médio, uma provocada por ações políticas educacionais focalizadas e outra vinculada à processos comunitários, que autonomamente propõe alternativas para a ampliação da obrigatoriedade da escola secundária. Pinto et all, de Portugal, são os autores do artigo que vem na sequência, voltado a analisar a educação profissional secundária no país europeu. Os auotores mostram que os cursos de formação profissional de nível médio em Portugal são uma herança do modelo alemão, fortemente dualista, e que impõem dada obrigatoriedade a alguns estudantes, conformea trajetória escolar definida. Tal modelo foi descontinuado em 2017 e o estudo busca compreender os eventuais alcances da proposta, para tanto, empiricamente trabalha com dados coletados com estudantes e profissionais da educação, em duas escolas profissionais portuguesas. As conclusões da pesquisa evidenciam uma forte contribuição à formação profissional de qualidade, mas com inconstante taxa de permanência/conclusão, tendo em vista a natureza mais prática ou mais teórica dos cursos. Ainda assim, a avaliação dos autores indica que a política de gestão da educação profissional portuguesa alcançou, dominantemente, os objetivos propostos. As autoras argentinas Sverdlick e Motos são responsáveis pelo sétimo artigo deste número especial da EPAA. Neste artigo, as autoras analisam a formação dos gestores das escolas de educação básica na Argentina, especificamente na província de Buenos Aires, tomando como ponto de partida o reconhecimento da importância dos diretores e da gestão escolar para a qualidade da educação básica pública em seu país, tanto no passado, quando nos anos 1990, os dirigentes escolares foram pressionados pelo tom economicista do discurso das políticas educacionais e, consequentemente, de sua própria formação, quanto no período seguinte, em particular entre os anos 2005/2015, quando o discurso para a gestão escolar foi canalizado para o reconhecimento da responsabilidade ética e política da função de dirigente escolar e, finalmente, ainda em período ainda mais recente (após 2015), quando as políticas com uma compreensão mais alargada e Arquivos Analíticos de Políticas Educativas Vol. 28, No. 34 Dossiê Especial 5 democrática do processo educativo (e de gestão escolar) foram descontinuadas, com um discurso focado na noção de empreendedorismo. As autoras cotejam, no estudo, tais discursos, com as propostas concretas de formação dos diretores escolares e, ainda, com as experiências dos próprios dirigentes escolares na gestão da escola pública argentina. O artigo conclui indicando que mesmo sabendo que esta temática deve estar presente em qualquer agenda de governo, é preciso alguma estabilidade e muito diálogo para se construir um projeto do que se espera de um diretor escolar e de um projeto de gestão para a escola básica obrigatória. Os brasileiros Esquinsani e Dametto são autores que coloca em tela o debate sobre como a literatura trata as experiências diferenciadas e exitosas de escolarização pública obrigatória no Brasil. O estudo bibliográfico toma parte da principal produção acadêmica no Brasil da última década e indica que a literatura aponta para uma espécie de salvacionismo nas experiências inovadoras; não reconhece os contextos de maneira complexa, como se eles não alterassem a realidade e as possibilidades de êxito de dada política ou experiência; pouco analisam sobre as condições legais e formais de distintas escolas, de distintos sistemas; ausência de reconhecimento que se tratam, muitas vezes, da repetição de modelos já testados em outros países ou contextos; certa romantização com tais experiências, enfatizando práticas pedagógicas e organizacionais que estão em voga. Desta maneira, o estudo conclui apontando que, mesmo sendo importante o registro acadêmico dessas experiências, a leitura analítica da pesquisa poderia contribuir de maneira mais crítica para o reconhecimento de dificuldades e limites dessas experiências, especialmente quando se trata de buscar compreender o potencial de extensão dessas práticas para a política de universalização da educação básica obrigatória. O argentino Peregalli é o autor do estudo seguinte, que discute comparativamente as políticas de inclusão educacional no Uruguai e na Argentina. Neste trabalho, o autor analisa a articulação entre Estado e Sociedade Civil na garantia de acesso à educação obrigatória aos setores mais vulneráveis nos países citados, porque ambos desenvolveram políticas nesta direção, em especial para o ingresso ou reinserção de adolescentes e jovens na escola secundária. O trabalho, de análise documental, mostra que as propostas das referidas políticas contribuem para a ampliação do direito à educação, na proporção em que incentiva a adesão de diversos atores e setores aos seus objetivos, na mencionada aliança entre o Estado e a Sociedade Civil. Os uruguaios Aristimuño et all são autores do trabalho que analisa as políticas de seu país para a gestão da educação pública obrigatória. O artigo parte de dois marcos históricos importantes para a educação uruguaia (1995-2004 e 2005-2018), tendo em vista os câmbios e diretrizes para a condução da educação obrigatória no Uruguai. Os autores buscam identificar as questões educacionais como principais ou complementares; identificar a centralidade dessas questões na agenda do Estado; analisar a formulação e o gerenciamento das políticas educacionais nos períodos mencionados, bem como as propostas de avaliação e monitoramento do seu impacto. O estudo tratou de questões relevantes na agenda educacional obrigatória e observou que os elementos inovadores da política educacionais demandaram para sua devida implementação, a reorganização do regramento assim como do fortalecimento da gestão para sua implementação. As conclusões apontam para as continuidades e descontinuidades da política educacional, o que, por vezes, compromete a gestão da política pública de educação obrigatória. Finalmente, o último artigo que compõe este dossiê, é o trabalho teórico dos argentinos Narodowski e Mongan, que trata de propor um modelo analítico do denominado “quase- monopólio” dos sistemas educacionais, que busca cotejar não as contradições, mas as contribuições da educação privada à organização e funcionamento do sistema de educação obrigatória de um país. Para tanto, o estudo aponta para a maximização dos gastos privados com vistas ao aumento das taxas gerais de escolarização. Também indica a necessidade de criação de um setor privado que opere também nas decisões sobre a organização de escolas, uso de recursos, currículo, dentre Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica 6 outros aspectos. E, por fim, o modelo ainda aponta para a necessidade de se observar os casos de ineficácia do setor estatal tradicional no atendimento educacional. O estudo propõe um modelo matemático para fazer frente ao reconhecimento dos autores de que é impossível custear o financiamento do sistema educacional pelo Estado diante do crescimento da demanda, e considerando o também crescimento da proporção de alunos que buscam as escolas privadas. Assim, os autores concluem indicando que o Estado deve operar a gestão do sistema reconhecendo que o aumento da matrícula privada é uma modalidade que deve ser incluída na organização e gestão do sistema que deve relativizar a noção tradicional de condução e responsabilidade do Estado diante das demandas educacionais. Este conjunto de produções tematiza, como observado nas breves descrições, elementos importantes e centrais na gestão da escola pública obrigatória na Ibero América, passando por reformas educacionais, formação de professores e gestores, inclusão e universalização, adoção de modelos diferenciados e análises de experiências inovadoras, e, por centro, em vários trabalhos presente, a relação público-privado na educação. Este último tópico é sempre controverso e se apresenta como um elemento central tanto nos debates acadêmicos, quanto na política, e nos diversos países da macrorregião aqui abordada, há uma constante disputa pela direção da política educacional que ora tende à igualdade promovida pelo Estado, ora tende à liberdade defendida pelo setor privado. De toda forma, as leituras amostradas neste dossiê abordam temas, teorias e experiências, que coadunam com a ideia de que a educação é um direito universal da pessoa humana, extensivo o mais amplamente possível, obrigatório e gratuito a todos e todas durante dado período da vida, de responsabilidade do Estado, laico e de qualidade. Boa leitura! Arquivos Analíticos de Políticas Educativas Vol. 28, No. 34 Dossiê Especial 7 Sobre os Autores / Editores Ângelo R. de Souza NuPE / UFPR - Brasil Email: angelo@ufpr.br Professor e investigador no Núcleo de Políticas Educacionais e do Programa de Pós=Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, Brasil. Bolsista Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-0246-3207 Sebastián Donoso Diaz IIDE / UTalca - Chile Email: sdonoso@utalca.cl Professor Titular do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Educacional da Universidade de Talca (Chile), especialista em política e gestão da educação. Áreas de investigação: Políticas educacionais; mudanças na gestão e novas modalidades do Estado na Educação; Financiamento da educação pública. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-4744-531X Joaquín Gairin Sallán Universitat Autònoma de Barcelona Email: joaquin.gairin@uab.cat Professor Catedrático de Didática e Organização Escolar na Universidade Autônoma de Barcelona, Espanha. Dirige projetos sobre desenvolvimento social e educacional, desenvolvimento organizacional, processos de mudanças educativas, liderança, avaliação de programas e instituições. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2552-0921 mailto:angelo@ufpr.br https://orcid.org/0000-0002-0246-3207 mailto:sdonoso@utalca.cl https://orcid.org/0000-0002-4744-531X mailto:joaquin.gairin@uab.cat https://orcid.org/0000-0002-2552-0921 Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica 8 Dossiê Especial Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica arquivos analíticos de políticas educativas Volume 28 Número 34 16 de março de 2020 ISSN 1068-2341 Los/as lectores/as pueden copiar, mostrar, distribuir, y adaptar este articulo, siempre y cuando se de crédito y atribución al autor/es y a Archivos Analíticos de Políticas Educativas, los cambios se identifican y la misma licencia se aplica al trabajo derivada. Más detalles de la licencia de Creative Commons se encuentran en https://creativecommons.org/licenses/by- sa/4.0/ Cualquier otro uso debe ser aprobado en conjunto por el autor/es, o AAP E/EPAA. La sección en español para Sud América de AAPE/EPAA es publicada por el Mary Lou Fulton Teachers College, Arizona State University y la Universidad de San Andrés de Argentina. Los artículos que aparecen en AAPE son indexados en CIRC (Clasificación Integrada de Revistas Científicas, España) DIALNET (España), Directory of Open Access Journals, EBSCO Education Research Complete, ERIC, Education Full Text (H.W. Wilson), PubMed, QUALIS A1 (Brazil), Redalyc, SCImago Journal Rank, SCOPUS, SOCOLAR (China). Por errores y sugerencias contacte a Fischman@asu.edu Síganos en EPAA’s Facebook comunidad at https://www.facebook.com/EPAAAAPE y en Twitter feed @epaa_aape. https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/ https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/ http://www.doaj.org/ https://www.facebook.com/EPAAAAPE Arquivos Analíticos de Políticas Educativas Vol. 28, No. 34 Dossiê Especial 9 arquivos analíticos de políticas educativas conselho editorial Editor Consultor: Gustavo E. Fischman (Arizona State University) Editoras Associadas: Andréa Barbosa Gouveia (Universidade Federal do Paraná), Kaizo Iwakami Beltrao, (Brazilian School of Public and Private Management - EBAPE/FGVl), Sheizi Calheira de Freitas (Federal University of Bahia), Maria Margarida Machado, (Federal University of Goiás / Universidade Federal de Goiás), Gilberto José Miranda, (Universidade Federal de Uberlândia, Brazil), Marcia Pletsch, Sandra Regina Sales (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Almerindo Afonso Universidade do Minho Portugal Alexandre Fernandez Vaz Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil José Augusto Pacheco Universidade do Minho, Portugal Rosanna Maria Barros Sá Universidade do Algarve Portugal Regina Célia Linhares Hostins Universidade do Vale do Itajaí, Brasil Jane Paiva Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil Maria Helena Bonilla Universidade Federal da Bahia Brasil Alfredo Macedo Gomes Universidade Federal de Pernambuco Brasil Paulo Alberto Santos Vieira Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil Rosa Maria Bueno Fischer Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil Jefferson Mainardes Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brasil Fabiany de Cássia Tavares Silva Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Brasil Alice Casimiro Lopes Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil Jader Janer Moreira Lopes Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil António Teodoro Universidade Lusófona Portugal Suzana Feldens Schwertner Centro Universitário Univates Brasil Debora Nunes Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil Lílian do Valle Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil Geovana Mendonça Lunardi Mendes Universidade do Estado de Santa Catarina Alda Junqueira Marin Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil Alfredo Veiga-Neto Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil Flávia Miller Naethe Motta Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brasil Dalila Andrade Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil Políticas para a Gestão da Educação Pública Obrigatória na Iberoamérica 10 archivos analíticos de políticas educativas consejo editorial Editor Consultor: Gustavo E. Fischman (Arizona State University) Editores Asociados: Felicitas Acosta (Universidad Nacional de General Sarmiento), Armando Alcántara Santuario (Universidad Nacional Autónoma de México), Ignacio Barrenechea, Jason Beech ( Universidad de San Andrés), Angelica Buendia, (Metropolitan Autonomous University), Alejandra Falabella (Universidad Alberto Hurtado, Chile), Veronica Gottau (Universidad Torcuato Di Tella), Carolina Guzmán-Valenzuela (Universidade de Chile), Cesar Lorenzo Rodriguez Uribe (Universidad Marista de Guadalajara), Antonio Luzon, (Universidad de Granada), María Teresa Martín Palomo (University of Almería), María Fernández Mellizo-Soto (Universidad Complutense de Madrid), Tiburcio Moreno (Autonomous Metropolitan University-Cuajimalpa Unit), José Luis Ramírez, (Universidad de Sonora), Paula Razquin, Axel Rivas (Universidad de San Andrés), Maria Veronica Santelices (Pontificia Universidad Católica de Chile) Claudio Almonacid Universidad Metropolitana de Ciencias de la Educación, Chile Ana María García de Fanelli Centro de Estudios de Estado y Sociedad (CEDES) CONICET, Argentina Miriam Rodríguez Vargas Universidad Autónoma de Tamaulipas, México Miguel Ángel Arias Ortega Universidad Autónoma de la Ciudad de México Juan Carlos González Faraco Universidad de Huelva, España José Gregorio Rodríguez Universidad Nacional de Colombia, Colombia Xavier Besalú Costa Universitat de Girona, España María Clemente Linuesa Universidad de Salamanca, España Mario Rueda Beltrán Instituto de Investigaciones sobre la Universidad y la Educación, UNAM, México Xavier Bonal Sarro Universidad Autónoma de Barcelona, España Jaume Martínez Bonafé Universitat de València, España José Luis San Fabián Maroto Universidad de Oviedo, España Antonio Bolívar Boitia Universidad de Granada, España Alejandro Márquez Jiménez Instituto de Investigaciones sobre la Universidad y la Educación, UNAM, México Jurjo Torres Santomé, Universidad de la Coruña, España José Joaquín Brunner Universidad Diego Portales, Chile María Guadalupe Olivier Tellez, Universidad Pedagógica Nacional, México Yengny Marisol Silva Laya Universidad Iberoamericana, México Damián Canales Sánchez Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación, México Miguel Pereyra Universidad de Granada, España Ernesto Treviño Ronzón Universidad Veracruzana, México Gabriela de la Cruz Flores Universidad Nacional Autónoma de México Mónica Pini Universidad Nacional de San Martín, Argentina Ernesto Treviño Villarreal Universidad Diego Portales Santiago, Chile Marco Antonio Delgado Fuentes Universidad Iberoamericana, México Omar Orlando Pulido Chaves Instituto para la Investigación Educativa y el Desarrollo Pedagógico (IDEP) Antoni Verger Planells Universidad Autónoma de Barcelona, España Inés Dussel, DIE-CINVESTAV, México José Ignacio Rivas Flores Universidad de Málaga, España Catalina Wainerman Universidad de San Andrés, Argentina Pedro Flores Crespo Universidad Iberoamericana, México Juan Carlos Yáñez Velazco Universidad de Colima, México javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/816') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/819') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/820') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/4276') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/1609') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/825') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/797') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/823') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/798') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/555') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/814') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/2703') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/801') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/826') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/802') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/3264') javascript:openRTWindow('http://epaa.asu.edu/ojs/about/editorialTeamBio/804') Arquivos Analíticos de Políticas Educativas Vol. 28, No. 34 Dossiê Especial 11 education policy analysis archives editorial board Lead Editor: Audrey Amrein-Beardsley Editor Consultor: Gustavo E. Fischman (Arizona State University) Associate Editors: Melanie Bertrand, David Carlson, Lauren Harris, Eugene Judson, Mirka Koro-Ljungberg, Daniel Liou, Scott Marley, Molly Ott, Iveta Silova (Arizona State University) Cristina Alfaro San Diego State University Amy Garrett Dikkers University of North Carolina, Wilmington Gloria M. Rodriguez University of California, Davis Gary Anderson New York University Gene V Glass Arizona State University R. Anthony Rolle University of Houston Michael W. Apple University of Wisconsin, Madison Ronald Glass University of California, Santa Cruz A. G. Rud Washington State University Jeff Bale University of Toronto, Canada Jacob P. K. Gross University of Louisville Patricia Sánchez University of University of Texas, San Antonio Aaron Bevanot SUNY Albany Eric M. Haas WestEd Janelle Scott University of California, Berkeley David C. Berliner Arizona State University Julian Vasquez Heilig California State University, Sacramento Jack Schneider University of Massachusetts Lowell Henry Braun Boston College Kimberly Kappler Hewitt University of North Carolina Greensboro Noah Sobe Loyola University Casey Cobb University of Connecticut Aimee Howley Ohio University Nelly P. Stromquist University of Maryland Arnold Danzig San Jose State University Steve Klees University of Maryland Jaekyung Lee SUNY Buffalo Benjamin Superfine University of Illinois, Chicago Linda Darling-Hammond Stanford University Jessica Nina Lester Indiana University Adai Tefera Virginia Commonwealth University Elizabeth H. DeBray University of Georgia Amanda E. Lewis University of Illinois, Chicago A. Chris Torres Michigan State University David E. DeMatthews University of Texas at Austin Chad R. Lochmiller Indiana University Tina Trujillo University of California, Berkeley Chad d'Entremont Rennie Center for Education Research & Policy Christopher Lubienski Indiana University Federico R. Waitoller University of Illinois, Chicago John Diamond University of Wisconsin, Madison Sarah Lubienski Indiana University Larisa Warhol University of Connecticut Matthew Di Carlo Albert Shanker Institute William J. Mathis University of Colorado, Boulder John Weathers University of Colorado, Colorado Springs Sherman Dorn Arizona State University Michele S. Moses University of Colorado, Boulder Kevin Welner University of Colorado, Boulder Michael J. Dumas University of California, Berkeley Julianne Moss Deakin University, Australia Terrence G. Wiley Center for Applied Linguistics Kathy Escamilla University ofColorado, Boulder Sharon Nichols University of Texas, San Antonio John Willinsky Stanford University Yariv Feniger Ben-Gurion University of the Negev Eric Parsons University of Missouri-Columbia Jennifer R. Wolgemuth University of South Florida Melissa Lynn Freeman Adams State College Amanda U. Potterton University of Kentucky Kyo Yamashiro Claremont Graduate University Rachael Gabriel University of Connecticut Susan L. Robertson Bristol University Miri Yemini Tel Aviv University, Israel