Resenha do livro Brechas no “monólito educacional” Pessanha, E. C. (2024, 27 novembro). Resenha do livro “Brechas no ‘Monólito Educacional’: Classes Secundárias Experimentais e Inovação do Ensino Secundário nos Anos de 1950 e 1960” por N. Dallabrida (Org.). Resenha Educativas, 31. https://doi.org/10.14507/er.v31.3909 27 de novembro de 2024 ISSN 1094-5296 DALLABRIDA, N. (org.). Brechas no “monólito educacional”: classes secundárias experimentais e inovação do ensino secundário nos anos de 1950 e 1960. 1.ed., Curitiba: Appris, 2023. 402 pp. ISBN 978-65-250-2765-4 Resenhado por Eurize Caldas Pessanha Federal University of Mato Grosso do Sul, Federal University of Grande Dourados Brasil A publicação de mais uma obra organizada por Norberto Dallabrida implica sempre na expectativa de importante contribuição para a História da Educação no Brasil, notadamente, como é o caso deste livro, sobre os estudos secundários, “O todo poderoso império do meio”, como metaforicamente denominaram Dallabrida e Rosa (2014) que aparece agora, também como metáfora, transfigurado em monólito educacional com brechas abertas pela inovação das classes secundárias experimentais. Trata-se de uma obra extensa e intensa, com 402 páginas e 17 capítulos escritos por 23 autores, vinculados a 14 instituições diferentes, apresentando resultados de pesquisas sobre as experiências com classes secundárias experimentais no Brasil, nos anos de 1950 e 1960, alguns já divulgados em teses, dissertações e artigos, mas que, mais do que reeditados/revisitados, surgem como novos enfoques organizados em um conjunto coerente e coeso de reflexões sobre os aspectos da escolarização da juventude brasileira naquele momento pulsante da sociedade brasileira delimitado pela redemocratização de 1945 e pelo golpe de 1964. Fisicamente é um livro com formato vertical padrão medindo L 22 cm X A 26 cm x E 2,5. A capa fundo na cor vinho, letras na cor branca e a palavra educacional, com letras maiúsculas na cor dourada. A capa traz fotografias da época das experiências, escolhidas nos arquivos. A contracapa, também em fundo vinho, traz parágrafos da Introdução. O organizador da Coletânea e autor/coautor de capítulos, além da Introdução, é pesquisador de renome na área de História da Educação, autor de livros, capítulos e artigos em periódicos sobre a história do ensino secundário no Brasil, um dos mais citados nessa temática. Quase todos os demais autores e coautores da Coletânea apresentam produção bibliográfica significativa na temática. Education Review/ Reseñas Educativas/Resenhas Educativas & ANPEd 2 Escrever uma resenha crítico-informativa (SEVERINO, 2013, p. 179) foi a opção para organizar este texto explanando como os conteúdos dos capítulos, após sucessivas leituras e anotações, formaram, para esta leitora, uma configuração do que foram as experiências das classes secundárias experimentais no Brasil das décadas de 1950 e 1960 e sua repercussão na história do ensino secundário, ao usar as brechas do monólito nesse período. Trata-se, na verdade, dos resultados do diálogo que mantive com cada um dos textos dessa coletânea e com o conjunto da obra. Embora não estejam explicitadas as palavras-chave de cada capítulo, a leitura evidencia que todos os autores consideram que as experiências das classes secundárias experimentais secundárias no Brasil se iniciaram com a apropriação criativa de experiências de outros países, notadamente a França com as classes nouvelles e, com menor ênfase, os Estados Unidos, com as propostas de Morrisson e os planos Dalton e Winnetecka. No caso francês, há registros de visitas de brasileiros ao Centre International d’Études Pedagogiques em Sèvres/FR e de visitas, cursos e palestras ministradas no Brasil por Pierre Faure, diretor do referido Centro de Estudos. Há registros também de que algumas práticas propostas para as classes secundárias experimentais já eram desenvolvidas em algumas das escolas em que as experiências se desenvolveram. O subtítulo da Introdução, Ensino secundário bossa nova (p. 15), remete ao processo de transformação por que passava a sociedade brasileira entre as décadas de 1950 a 1960, uma época de euforia nacional que se expressava em vários aspectos desde a arquitetura moderna até a criação de uma nova tendência musical, que ficou conhecida como “bossa nova”, embora não fossem esquecidos os problemas de um desenvolvimento dependente que acentuava as desigualdades. Essas condições históricas possibilitaram o aproveitamento de uma das brechas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1961 para incentivar e formalizar propostas de criação de escolas experimentais com base em seu artigo 104 (BRASIL, 1961). Do ponto de vista legal, embora já houvesse experiências pedagógicas em várias escolas do país, foi a publicação das Instruções sobre a natureza e organização das classes secundárias experimentais, em 1958, que desencadeou e/ou reorganizou o movimento de criação dessas classes em vários estados brasileiros, com objetivo comum de quebrar a rigidez do ensino secundário, tanto do ponto de vista curricular, quanto do conjunto de normas detalhadas sobre todos os aspectos de seu funcionamento, explicitados na Portaria 501 da Diretoria do Ensino Secundário do Ministério de Educação e Saúde, de 19 de maio de 1952 (BRASIL, 1956, p. 119). Balanço realizado por Dallabrida contabilizou 172 classes secundárias experimentais em 1962, (DALLABRIDA, 2017, p. 199). Como Souza-Chaloba inicia o prefácio da Coletânea, difícil não se encantar com o ensaio histórico das classes secundárias experimentais! (grifo meu). E cada capítulo expressa esse encantamento, com palavras e expressões positivas como: inovação, modernização, apropriações criativas, renovação, escola modelo, nova maneira de pensar e experiências bem-sucedidas. Nesse sentido, Fernanda Vieira traz reflexões sobre o que considera, o lugar mítico, sonhado que o CAP da UFRJ alcançou no Rio de Janeiro. Trabalhando com memórias de ex- alunos e ex-professores, a autora conclui que não foi um acaso essas vivências serem tão fortes afetivamente. (p 242-243). Resenha do livro Brechas no “Monólito Educacional” 3 Importante registrar que esse caráter de encantamento não impediu os autores de superar os aspectos simbólicos dessas experiências, explicitados nas fontes, objetivar suas descrições e problematizar suas fontes. Em síntese, essa coletânea mostra ao leitor onde e como iniciativas de docentes e escolas para quebrar ou encontrar brechas no monólito educacional, construído pela rigidez do ensino secundário, foram táticas que acabaram se tornando estratégias do próprio governo federal com o propósito de renovar o ensino secundário e superar as críticas que vinha recebendo (p. 45). No decorrer da leitura, apreende-se que a maior parte das classes secundárias experimentais foi instalada em escolas católicas, podendo-se deduzir que essa seletividade deveu-se ao fato de que a proposta de Faure, fazendo uso seletivo do movimento escolanovista à luz do crivo católico, permitia à educação católica a apropriação de conceitos inovadores propostos pelo escolanovismo sem distanciar-se dos pilares de uma educação cristã católica.(p. 280). No entanto, cabe lembrar que Letícia Vieira, inicialmente, partiu da hipótese de que, devido a essa matriz católica, apenas as instituições católicas teriam aplicado as propostas de Faure, mas, após análise das fontes, a autora concluiu que, com arranjos e hibridismos a partir de outras matrizes pedagógicas em circulação, instituições de ensino público também adotaram essas propostas (p. 30). Em 1946, o Decreto Federal nº 9053 de 1946 obrigava as Faculdades de Filosofia a manter um ginásio de aplicação destinado à prática docente dos alunos matriculados no curso de Didática. (BRASIL, 1946). Como consequência “quase” lógica, esses Colégios de Aplicação foram explicitamente recomendados para receberem classes secundárias experimentais, tornando-se objeto de vários capítulos desta Coletânea, destacadamente: o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (p. 109), o Ginásio de Aplicação da Universidade do Recife (p. 111); e o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (p. 231). Completando os lócus onde foram realizadas essas experiências, a Coletânea inclui três capítulos nos quais o foco reside especificamente sobre três disciplinas escolares; Educação Física na Universidade Federal do Paraná (p. 53) Francês (p. 153) e Matemática (p. 309). A Exposição de Motivos elaborada por Gildásio Amado, então Diretor do Ensino Secundário do Ministério da Educação e Saúde, citada por Letícia Vieira (p. 25), delineava as características indispensáveis para a criação das Classes Experimentais, destacando-se: aplicação de novos métodos e ensaio com novos tipos de currículo; maior articulação entre as disciplinas; número máximo de 30 alunos por sala; reuniões periódicas de professores; atividades dirigidas; articulação com os pais; entre outras especificações que contribuíam para reforçar a ideia de renovação em comparação ao ensino secundário comum. Maia (2023) coloca ênfase nas características da classe experimental desenvolvida em uma escola do Rio de Janeiro, instituição privada, leiga e mista que atendia a um público de classe média alta (p. 248), que a autora considera constituintes de uma nova cultura escolar, entre as quais destaco: estudos dirigidos, extinção do inspetor disciplinar, horário integral; atividades extracurriculares, atendimento individual a alunos (SOE), supressão do latim, introdução de datilografia e taquigrafia. (p. 260). Em concordância com essa ênfase, Letícia Vieira também considera que as práticas nas classes secundárias experimentais indicam um rompimento com a cultura escolar vigente (p. 43). Education Review/ Reseñas Educativas/Resenhas Educativas & ANPEd 4 Merecem registro a autonomia e a liberdade dada aos professores, um dos motores do funcionamento das classes secundárias experimentais, na opinião de Barros; Silva (p. 165) e Andrade; Conceição (p. 225), já registrados por Nádia Cunha e Jaime Abreu em balanço publicado em 1963 (p. 165). As experiências relatadas nessa Coletânea atenderam aos requisitos estabelecidos nas Instruções sobre a natureza e organização das classes experimentais, de 1958, caso contrário não teriam permissão para serem executadas. No entanto, as instituições realizaram apropriações criativas ou táticas, segundo a expressão de Letícia Vieira, (pp.44 e 359) na interseção com ideias e práticas existentes anteriormente como, por exemplo, o estudo do meio (p. 361 e p.362). Em alguns capítulos é evidenciada a existência de críticas à matriz francesa dos experimentos, provavelmente porque as fontes indicam certo hibridismo teórico e metodológico na execução das experiências. Segundo Makowiski, a proposta de Faure orienta para a elaboração de uma experiência comunitária justa, em que cada participante irá desempenhar seu papel para o bem comum. Mas a mesma autora parece relativizar essa experiência comunitária justa ao mencionar que, o Colégio SION, dirigido a alunos da elite, assumia seu papel social, recebendo estudantes das classes populares. As crianças oriundas das classes populares ocupavam espaços e uniformes diferenciados e, apesar de comungarem da condição de alunas do Sion não eram reconhecidas como sionenses. Contradição justificada pela autora pela narrativa de que cada indivíduo possui um papel e uma função na comunidade a que pertence (p. 281). As ideias expressas em cada capítulo, sob o título Considerações, coincidem na constatação de que as experiências foram bem-sucedidas ao trazer flexibilização para o ensino secundário (p. 45). Complementarmente, Chaves Júnior encontrou indícios de que diferentes dispositivos didáticos e metodológicos utilizados ao longo das Classes Integrais, nome dados à experiência de classes experimentais no Paraná (p. 73), foram incorporados ao fazer pedagógico (p. 75), mesmo após o término da experiência. No que foi acompanhado por Bastos e Almeida ao considerarem que algumas práticas introduzidas pelas classes secundárias experimentais foram mantidas: conselhos de classe, estudo dirigido, trabalho em grupo/equipe, turno integral, turmas com número de alunos reduzido (p. 103) e por Mello, ao analisar o Serviço de Orientação Educacional como parte integrante da experiência do Colégio de Aplicação da UFRGS (p. 45). O sucesso das classes experimentais foi evidenciado por Dallabrida, Gonçalves e Vieira baseando-se no fato de que outras escolas católicas, não inseridas entre aquelas com experiências autorizadas, foram estimuladas a realizar alterações no ensino secundário tradicional. Os autores consideram que esse estímulo foi reforçado com as constantes visitas de Faure ao Brasil, ministrando cursos e assessorando essas escolas (p 304). Essa Coletânea é o primeiro1 livro que apresenta uma visão panorâmica e profunda sobre as classes secundárias experimentais no Brasil retirando do esquecimento dos arquivos essas experiências realizadas nas turbulentas e contraditórias condições políticas e sociais das décadas de 1950 e 1960. Estimuladas e apoiadas pelo governo federal, algumas escolas, embora em número estatisticamente não significativo em relação ao total, ensaiaram e experimentaram inovações pedagógicas com resultados positivos que, em certa medida, foram incorporadas ao cotidiano das escolas do ensino secundário e 1Busca realizada em maio 2023 no google scholar com o descritor classes secundárias experimentais no ensino secundário retornou mais de 30 mil resultados, mas, até a página 10 dos resultados, o único livro citado foi exatamente a Coletânea em análise. Resenha do livro Brechas no “Monólito Educacional” 5 dos cursos de formação de professores, algumas ainda vistas como inovações e até como revolucionárias. Cabe ressaltar também que, dada a dimensão de cotidiano trazida pelas fontes, os relatos e as análises são tão vívidos e detalhados que levam o leitor virtualmente às salas de aula possibilitando, um vislumbre da cultura escolar de cada instituição naquele momento histórico. Como se não bastasse essa contribuição para a historiografia da educação brasileira, parte das questões e reflexões dos participantes e analisadores dessas experiências sobre a formação da juventude estão na base das discussões atuais sobre o Novo Ensino Médio (BRASIL, 2017). Embora seja uma experiência realizada no Brasil, os textos deixam clara sua inserção nas ideias pedagógicas que circulavam internacionalmente, no caso específico, com centralidade na França e nos Estados Unidos, mas também em propostas dos organismos internacionais como ONU e UNESCO no contexto de combate à pobreza no mundo. Sem mencionar as estratégias da Igreja Católica de modernizar o ensino nas escolas católicas com adoção de métodos modernos, sem afetar os valores religiosos, nesse caso, com uma leitura particular do escolanovismo. Um verdadeiro tour de force realizado principalmente pelos franceses. Os resultados dessa circulação de ideias pedagógicas foram as apropriações criativas e o hibridismo enfatizados pelos autores. Ao que parece, as críticas ao ensino secundário da época e as discussões sobre necessidade de mudanças extrapolavam os muros das escolas pois, como mostram Andrade e Tavares, notícias sobre as classes secundárias experimentais apareciam em jornais que circulavam na cidade de Recife (p. 218), deduzindo-se que, pelo menos parte da sociedade, que lia os jornais, estava atenta ao que acontecia nas escolas. Nessa direção, percebe-se, nos relatos das experiências, que a divulgação e a disseminação dessas inovações faziam parte da própria execução das experiências como se pode ver na realização de Semanas Pedagógicas (p. 263) e na criação de um periódico institucional, a Revista Curriculum editada pela Fundação Getúlio Vargas como estratégia para difundir o trabalho experimental realizado no Colégio Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, mantido pela instituição (p. 193). Mesmo sem aprofundar a discussão, cabe refletir sobre as condições privilegiadas de funcionamento das classes secundárias experimentais, quase um colégio dentro do outro, dadas as diferenças com as condições das classes comuns, embora haja relatos de que algumas ideias das classes secundárias experimentais foram estendidas às demais turmas. Também merece reflexão a continuidade da realização dessas propostas inovadoras em um período em que o país ingressou na ditadura com o golpe de 1964. Propostas de liberdade para os alunos e autonomia para os professores certamente não se coadunavam com um governo ditatorial. No capítulo escrito por Letícia Vieira sobre as classes secundárias experimentais de Socorro, um marco na inovação do ensino secundário, das quais participou Maria Nilde Mascelani, a importância dessa intelectual nas experiências inovadoras, notadamente com os estudos do meio, é bem detalhada e analisada. No entanto, não aparece menção ao fato de que esse processo de inovação incomodava tanto os dirigentes na ditadura que ela sofreu pessoalmente as consequências de sua atuação. No capítulo sobre as conexões entre as classes secundárias experimentais e os ginásios vocacionais nos quais Mascelani teve atuação destacada, há menção ao fato de que os ginásios vocacionais começaram a ser considerados uma ameaça ao Regime militar vigente e denunciados por um suposto caráter subversivo, suas unidades foram invadidas e Education Review/ Reseñas Educativas/Resenhas Educativas & ANPEd 6 professores presos (inclusive a professora Maria Nilde Mascelani) (p. 379). Há controvérsias sobre se ela foi torturada, mas é fato que ela foi presa, em 1974 (FURQUIM, 2019, P. 320), por ter supostamente escrito um relatório subversivo sobre a disciplina Moral e Cívica, tendo sido absolvida em 1977. O importante é que sua prisão, e possível tortura, esteve ligada às suas atividades como educadora. Assim, uma questão fica no ar: havia um potencial de transformação da sociedade inerente às inovações das classes secundárias experimentais e dos ginásios vocacionais que os dirigentes da ditadura civil militar percebiam como ameaça, especificamente o caráter socializante dos estudos do meio? Para completar essa resenha, preciso registrar que a leitura desse livro me levou a revisitar a literatura fonte das práticas que usava, na década de 1970, nas aulas de Didática e de Metodologia do Ensino dos cursos de Pedagogia e Letras: como Hans Aebli, Jean Piaget, Lauro de Oliveira Lima, com quem fiz cursos e estágio de observação na A Chave do Tamanho. Práticas como: estudo dirigido, atividades em grupo que exigiam desarrumação das salas e aplicação de sociograma, algumas corriqueiras hoje, provocavam curiosidade e crítica de alunos e de outros professores. Ao que parece, fui uma das professoras alcançadas e beneficiadas pela repercussão da onda de inovação nas práticas pedagógicas das décadas de 1950 e 1960, exatamente os períodos em que realizei minha formação como professora, na Escola Normal, no Curso de Licenciatura em Letras e no Curso de Pedagogia. Referências BRASIL. Decreto Federal nº 9053 de 1946. Cria um ginásio de aplicação nas Faculdades de Filosofia do País, 1946. Acesso em 22/05/2023. Disponível em https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-9053-12-marco- 1946-417016-publicacaooriginal-1- pe.html#:~:text=decreta%3A,matriculados%20no%20curso%20de%20did%C3%A1t ica. BRASIL Portaria 501 do Ministério de Educação e Saúde de 1952. Expede instruções relativas ao Ensino Secundário. Lei Orgânica do Ensino Secundário e Legislação Complementar. Rio de Janeiro: Ministério as Educação e Cultura. Serviço de Documentação, 1956. BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. 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Metodologia do trabalho científico. [Livro eletrônico] 1ª ed. São Paulo: Cortez, 2013. Acesso em 22 /05/2023, disponível em https://www.ufrb.edu.br/ccaab/images/AEPE/Divulga%C3%A7%C3%A3o/LIVR OS/Metodologia_do_Trabalho_Cient%C3%ADfico_- _1%C2%AA_Edi%C3%A7%C3%A3o_-_Antonio_Joaquim_Severino_-_2014.pdf FURQUIM PEREIRA NAKAMURA , M. E. História Oral para a produção de narrativas sobre uma proposta educacional pública paulista nos anos de 1960. Perspectivas da Educação Matemática, v. 12, n. 29, p. 313-333, 20 dez. 2019. Acerca da autora da Resenha Eurize Caldas Pessanha. Professora titular aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, credenciada como docente permanente do Programa de Pós- graduação em Educação/FAED da Universidade Federal da Grande Dourados. Doutora em Educação pela USP (1992). Pós-doutorado pela Universidade de Wisconsin/Madison (1999) e pela Universidade Texas AM (2010). Líder do Grupo de Pesquisa/Diretório CNPq Observatório de Cultura Escolar. Bolsista de Produtividade 1D/CNPq. Este artigo pode ser copiado, exibido, distribuido e adaptado, desde que o(s) autor(es) e Education Review/Reseñas Educativas/Resenhas Educativas sejam creditados e a autoría original atribuídos, as alterações sejam identificadas e a mesma licença CC se aplique à obra derivada. Mais detalhes sobre a licença Creative Commons podem ser encontrados em https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/. Education Review/Reseñas Educativas /Resenhas Educativas é publicado pela Mary Lou Fulton Teachers College, Arizona State University. O conteúdo de 1998-2020 da Education Review/Reseñas Educativas/Resenhas Educativas foi publicado sob uma licença CC diferente: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0 Nota: Os pontos de vista ou opiniões apresentadas nas resenhas de livros são exclusivamente do (s) autor (es) e não representam necessariamente os da revista. https://www.ufrb.edu.br/ccaab/images/AEPE/Divulga%C3%A7%C3%A3o/LIVROS/Metodologia_do_Trabalho_Cient%C3%ADfico_-_1%C2%AA_Edi%C3%A7%C3%A3o_-_Antonio_Joaquim_Severino_-_2014.pdf https://www.ufrb.edu.br/ccaab/images/AEPE/Divulga%C3%A7%C3%A3o/LIVROS/Metodologia_do_Trabalho_Cient%C3%ADfico_-_1%C2%AA_Edi%C3%A7%C3%A3o_-_Antonio_Joaquim_Severino_-_2014.pdf https://www.ufrb.edu.br/ccaab/images/AEPE/Divulga%C3%A7%C3%A3o/LIVROS/Metodologia_do_Trabalho_Cient%C3%ADfico_-_1%C2%AA_Edi%C3%A7%C3%A3o_-_Antonio_Joaquim_Severino_-_2014.pdf