RBCIAMB | n.44 | jun 2017 | 18-26 18 Henrique de Souza Dornelles Engenheiro Sanitarista e Ambiental pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestrando em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP). Márcia Matsuoka Doutora em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professora da UFSM. Luana Ardenghi Binelo Engenheira sanitarista e ambiental pela UFSM. Letícia Adriana Pauvels Engenheira sanitarista e ambiental pela UFSM. Charline Michele Caron Engenheira sanitarista e ambiental pela UFSM. Vanderlei Rodrigues da Silva Doutor em Agronomia pela UFSM. Endereço para correspondência: Henrique de Souza Dornelles – Universidade de São Paulo (USP) – Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) – Departamento de Hidráulica e Saneamento – Avenida Trabalhador São Carlense, 400 – Vila Pureza – Caixa Postal: 359 – 13566-590 – São Carlos (SP) – Brasil – E-mail: henrique_dornelles@hotmail.com Recebido: 13/05/2015 Aceito: 17/03/2017 RESUMO Os resíduos orgânicos são excelentes fontes de nutrientes e sua incorporação na agricultura, amparada por legislação, poderá contribuir significativamente para melhorar as qualidades físicas, químicas e biológicas do solo. Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso de resíduo sólido urbano (RSU) e de dejeto líquido suíno (DLS) na dinâmica da biomassa e atividade biológica em um solo da região norte do Rio Grande do Sul. Foram avaliados dois experimentos com três tratamentos com aplicações de RSU, três tratamentos com aplicações de DLS, em diferentes concentrações, um tratamento sem adubação, um tratamento com adubação mineral e uma área com vegetação nativa utilizada como referência. O carbono da biomassa microbiana do solo (CMBS), a respiração basal do solo (RBS) e o quociente metabólico (qCO 2 ) foram determinados em amostras de solo. As características biológicas do solo foram sensíveis em demonstrar alterações que ocorreram no solo em função da aplicação dos diferentes tipos de resíduos orgânicos. Palavras-chave: atividade biológica; resíduos orgânicos; qualidade do solo. ABSTRACT Organic waste are excellent sources of nutrients and their incorporation in agriculture, supported by legislation, could significantly contribute to improving the physical, chemical and biological soil. This study aimed to evaluate the use of urban solid waste (USW) and liquid swine manure (LSM) in the dynamics of biomass and biological activity in soil of the Northern region of Rio Grande do Sul, Brazil. Two experiments were evaluated with three treatments of USW applications, three treatments with LSM applications in different concentrations, one treatment without fertilization, a treatment with mineral fertilizer and an area with native vegetation used as reference. The microbial biomass carbon (SMBC), the basal soil respiration (BSR) and the metabolic quotient (qCO 2 ) were determined in the soil samples. The biological properties of the soil were sensitive to demonstrate changes that occur in the soil depending on the application of different types of organic waste. Keywords: biological activity; organic waste; soil quality. DOI: 10.5327/Z2176-947820170046 BIOMASSA E ATIVIDADE MICROBIANA DE SOLOS COM APLICAÇÃO DE RESÍDUO SÓLIDO URBANO E DEJETO LÍQUIDO DE SUÍNOS BIOMASS AND MICROBIAL ACTIVITY OF SOILS WITH APPLICATION OF URBAN SOLID WASTE AND LIQUID SWINE MANURE Biomassa e atividade microbiana de solos com aplicação de resíduo sólido urbano e dejeto líquido de suínos RBCIAMB | n.44 | jun 2017 | 18-26 19 INTRODUÇÃO A produção de resíduos sólidos no Brasil cresce rapida- mente (ABRELPE, 2014) e a preocupação com esse pro- cesso surge a medida que os problemas causados pelo seu não gerenciamento passam a afetar a qualidade de vida da população (GÓES, 2011). Um dos principais problemas ambientais referentes à disposição de resíduos sólidos está relacionado ao seu potencial de contaminação, e a aplicação desses resí- duos no solo emerge como uma alternativa de solução para esse passivo ambiental (ANDRADE et al., 2016). Tendo em vista que o espaço necessário é um fator res- tritivo para a instalação de aterros (SONTAG et al., 2015), a aplicação de resíduos urbanos compostados em solos agrícolas reduz a disposição em aterros sanitários, poden- do ser uma prática mais segura, além de servirem como corretivos da acidez do solo por apresentarem compostos como óxidos de cálcio (Ca) e magnésio (Mg) (BALBINOT JR. et al., 2006), e também agirem como fertilizantes. Em razão de seu conteúdo, composto por matéria orgâ- nica, nutrientes, metais pesados e outras substâncias, a incorporação de biossólido ao solo pode causar alterações significativas nos organismos ali presentes e, consequente- mente, em sua atividade biológica. Além disso, aumentar os teores de carbono (C) orgânico e de nutrientes do solo pode significar melhorias em suas propriedades físicas e químicas e, posteriormente, servir de catalisador na recu- peração de áreas degradadas. Não obstante os benefícios, esses resíduos orgânicos podem apresentar potencial po- luidor ou contaminante (ABREU JÚNIOR et al., 2005). Para Burns et al. (2006), o conceito de qualidade do solo é definido por propriedades e atributos mensurá- veis que irão caracterizá-la e proporcionar um índice quantitativo que pode ser medido. Para isso, faz-se ne- cessário que as funções do solo no ecossistema sejam compreendidas de uma forma mais abrangente e in- tegrada (BURNS et al., 2006; LARSON & PIERCE, 1991; USDA-NRCS, 2001). Os indicadores biológicos têm sido frequentemente apontados como mais sensíveis aos impactos causados pelo manejo do solo quando comparados àqueles de caráter físico ou químico (BENDING et al., 2004; LEIRÓS et al., 2000), pois respondem rapidamente aos efeitos desse manejo e utilização (USDA-NRCS, 2015), permi- tindo que medidas sejam tomadas antes que danos permanentes ocorram (PANKHURST et al., 1997). A decomposição dos diversos constituintes da matéria orgânica ocorre em diferentes estágios e populações de microrganismos (KIEHL, 1985), variando de acordo com sua fonte e os tratamentos aos quais foi submeti- da (BOECHAT, 2011). A utilização de resíduos orgânicos tem efeitos diversos sobre a biomassa microbiana do solo (BMS), que res- ponde às mudanças de uso e práticas de manejo em curto espaço de tempo (GARCÍA-GIL et al., 2000). A biomassa microbiana, a respiração e o quociente me- tabólico (qCO 2 ) do solo refletem as modificações ocor- ridas em razão da adição de resíduos orgânicos e inor- gânicos, podendo ser utilizados para avaliar a atividade microbiana do solo (MOREIRA & SIQUEIRA, 2006). Os dados obtidos por meio da BMS são indicadores sen- síveis que podem ser empregados no monitoramento das alterações ambientais, de forma que modificações nos sistemas de manejo possam ser sugeridas a tempo de evitar a sua degradação (ANDERSON & DOMSCH, 1985; JACOBI & BESEN, 2011; MOREIRA & SIQUEIRA, 2006; SILVA et al., 2015). O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da aplicação do composto orgânico de resíduo sólido urbano (RSU) e dejeto líquido de suíno (DLS) na dinâmica da biomas- sa e atividade biológica de um solo da região norte do Rio Grande do Sul. METODOLOGIA As análises microbiológicas do solo foram realiza- das no laboratório de Monitoramento Ambiental e no Laboratório de Química do Solo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Frederico Westphalen. As coletas foram realizadas em dois experimentos, em blocos, com três repetições cada — o experimento 1 em agosto de 2013 e o 2 em janeiro de 2014. Esses pro- cedimentos foram conduzidos desde 2008 na UFSM, campus Frederico Westphalen. Dornelles, H.S. et al. RBCIAMB | n.44 | jun 2017 | 18-26 20 A área experimental está localizada em um Latossolo Vermelho Aluminoférrico típico com textura argilosa (EMBRAPA, 2006) e o clima da região, segundo Köppen & Geiger (1928), é subtropical úmido, tipo Cfa2. O solo, segundo Rigon et al. (2010), apresentava, em sua camada superficial (0 a 10 cm), as seguintes carac- terísticas físicas e químicas: 650 g.kg-1 de argila; pH em água de 5,1; 7,6 mg.dm-1 de fósforo (P); 280 mg.dm-1 de potássio (K); 0,2 cmol.dm-1 de alumínio (Al3+); 5,5 cmol. dm-1 de cálcio (Ca²+); 1,6 cmol.dm-1 de magnésio (Mg²+); 11,1 mg.dm-1 de enxofre (S); saturação por bases (V) de 69%; e 22 g.kg-1 de matéria orgânica. Os tratamentos avaliados no experimento 1 foram: RSU nas dosagens equivalentes a 25 (RSU 25), 50 (RSU 50) e 100 (RSU 100) m3.ha-1, ou seja, adubação mineral (NPK), sem adubação e vegetação nativa. No experi- mento 2 constatou-se: DLS nas dosagens equivalentes a 25 (DLS 25), 50 (DLS 50) e 100 (DLS 100) m3.ha-1, ou seja, NPK e sem adubação. O composto orgânico apresentou os seguintes teores to- tais de nutrientes, determinados pela técnica de espec- trometria de fluorescência de raios X por energia disper- siva (EDXFR): K: 4,36 g.kg-1; P: 4,96 g.kg-1; Ca: 30,12 g.kg-1; S: 5,44 g.kg-1; manganês (Mn): 0,78 g.kg-1; ferro (Fe): 27,30 g.kg-1; zinco (Zn): 0,53 g.kg-1; cobre (Cu): 0,25 g.kg-1; e 50 % de matéria seca (RIGON et al., 2010). Segundo Moraes et al. (2010), o dejeto utilizado apre- sentou densidade de aproximadamente 1,012 kg.m-3, correspondendo a 2,09% de matéria seca; 2,21 kg.m-3 de nitrogênio (N); 75 kg.m-3 de P; e 1,25 kg.m-3 de K. As amostras de solo foram coletadas entre 0 e 10 cm de profundidade, homogeneizadas e peneiradas em peneira de 2 mm. Posteriormente, foram acondiciona- das em sacos plásticos e guardadas em geladeira até a realização das análises. O carbono da biomassa microbiana do solo (CBMS) foi determinado pelo método da fumigação-extração, com adaptações na metodologia original (SILVA, 2007a), ou seja, foi quantificado a partir de amostras fumigadas e não fumigadas. A respiração basal do solo (RBS) foi determinada du- rante dez dias de incubação. As unidades experimen- tais foram constituídas de recipientes de vidro com tampa hermética. Foram utilizados 50 g de solo seco por recipiente, incubados a temperatura ambiente de 25°C, com a umidade ajustada para 70% da capacida- de de campo (SILVA, 2007b). O qCO 2 foi calculado pela razão entre o carbono emitido na forma de dióxido de carbono (C-CO 2 ) da RBS e o C da biomassa microbiana das amostras, conforme Anderson & Domsch (1985). Os dados foram submetidos à análise de variância e, quando ocorreram diferenças significativas, aplicaram- se testes de médias, utilizando-se o programa estatísti- co ASSISTAT versão 7.7 beta (SILVA, 2011). RESULTADOS E DISCUSSÕES Os resultados do CBMS, da RBS e do qCO 2 do solo, com aplicação de composto de RSU, apresentaram di- ferenças significativas entre os tratamentos avaliados. Os dados podem ser observados na Tabela 1. O CBMS variou de 402,64 a 682,24 mg C.kg-1 solo. Os maiores valores de C microbiano foram encontrados na mata nativa, seguido do tratamento RSU 100. Sat- tollo (2016) também encontrou os maiores valores de CBMS nessa localidade (508,7 mg C.kg-1 solo), significa- tivamente superior aos demais tratamentos avaliados. A vegetação nativa apresenta condições mais favoráveis à biomassa microbiana, como ausência de preparo do solo, maior acúmulo de serapilheira e maior diversidade florís- tica e biológica do solo, o que contribui para a ocorrência de maiores níveis de biomassa nessa área, comparativa- mente aos demais tratamentos (MATSUOKA et al., 2003). Neste estudo, a maior dose de RSU aplicada (100 m3.ha-1) demonstrou incremento ao CBMS. Nas demais doses hou- ve um aumento da biomassa quando comparadas aos tratamentos sem aplicação do composto orgânico, porém, não apresentaram diferenças significativas entre elas. Vieira et al. (2011) também observaram em um estudo que a aplicação do lodo de tratamento de efluentes de parbolização de arroz provocou, em média, aumento significativo nos valores de C microbiano do solo, quan- do comparados aos do tratamento testemunha e do tratamento com adubação NPK. No geral, os compos- tos orgânicos, em comparação aos fertilizantes inor- Biomassa e atividade microbiana de solos com aplicação de resíduo sólido urbano e dejeto líquido de suínos RBCIAMB | n.44 | jun 2017 | 18-26 21 gânicos, estimulam o crescimento da biomassa micro- biana, uma vez que fornecem C e N em formas lábeis (OLIVEIRA et al., 2009). Os tratamentos sem aplicação do composto apresen- taram os menores valores de BMS, sendo que a adu- bação mineral não proporcionou aumento significativo da biomassa em relação ao solo não adubado. Segundo Sattollo (2016) e Vargas & Scholles (2000), a adubação mineral normalmente atua de maneira negativa na bio- massa microbiana em razão do não fornecimento de uma fonte de C. Londoño (2012) e Sattollo (2016) ve- rificaram aumento do CBMS com a aplicação de baixas doses de adubo mineral. Em doses elevadas, por sua vez, a adubação mineral afetou negativamente a BMS. A RBS, após 10 dias de incubação, também apresentou diferença significativa entre os tratamentos estudados, com valores entre 1,39 e 2,88 mg C-CO 2 .kg-1 solo.hora-1 para tratamentos sem adubação e RSU 100, respecti- vamente. O tratamento RSU 100 apresentou o maior teor de CBMS, o que pode explicar sua maior atividade microbiana, representada pela RBS. A atividade microbiana nos demais tratamentos com adição de resíduo variou em função da dosagem apli- cada com maior respiração para o tratamento RSU 100. A quantidade de resíduo aplicado está disponibilizando substrato orgânico e nutrientes para a microbiota do solo e estimulando sua atividade (ABREU JUNIOR et al., 2005; EMBRAPA, 2010). Corrêa et al. (2011), Moura et al. (2015) e Sampaio et al. (2008) observaram aumento tanto na atividade quanto na quantidade de biomassa microbiana com a aplicação de compostos orgânicos ao solo. A adubação mineral pode estar estimulando a ativida- de da BMS, uma vez que apresentou valores de respira- ção maiores (2,09 mg C-CO 2 .kg-1 solo.hora-1) do que os do tratamento sem aplicação de resíduo; porém, essa adubação não apresentou maior população microbia- na do solo conforme os dados do CBMS. Esse resultado pode ser refletido nos valores de qCO 2 . O qCO 2 não variou significativamente em função dos tratamentos estudados. Ele indica a eficiência da co- munidade microbiana em reter ou incorporar C na bio- massa ou perdê-lo para a atmosfera na forma de CO 2 . Em geral, os valores encontrados desse quociente fo- ram baixos. Conforme Tótola & Chaer (2002), menor qCO 2 indica economia na utilização de energia e, su- postamente, reflete um ambiente mais estável ou mais próximo do seu estado de equilíbrio. Silva et al. (2016), avaliando a variação temporal do efluxo de CO 2 do solo em sistemas agroflorestais com óleo de palma na Amazônia, encontraram valores de qCO 2 entre 1,15 e 5,8 mg C-CO 2 .g-1 BMS-C.hora-1, próxi- mos aos verificados neste trabalho, assim como Merlin et al. (2016), que encontraram qCO 2 de 5,6 mg C-CO 2 .g-1 BMS-C.hora-1 em área com cultivo de camomila. Tabela 1 – Carbono da biomassa microbiana do solo, respiração basal do solo e quociente metabólico em solo sem adubação, com adubação mineral, com aplicação de diferentes doses de composto orgânico de resíduos sólido urbano e vegetação nativa. Tratamentos CBMS (mg C.kg-1 solo) RBS (mg C-CO 2 .kg-1 solo.h-1) qCO 2 (mg C-CO 2 .g-1 BMS-C.h-1) Sem adubação 402,641 c 1,39 c 3,44 a Adubação mineral 469,57 bc 2,09 b 4,44 a RSU 252 567,44 abc 1,97 bc 3,48 a RSU 50 536,69 abc 2,23 b 4,16 a RSU 100 653,70 ab 2,88 a 4,40 a Vegetação nativa 682,24 a 1,89 bc 2,77 a C.V. (%) 13,50 10,80 18,00 CBMS: carbono da biomassa microbiana do solo; RBS: respiração basal do solo; qCO 2 : quociente metabólico; C.V.: coeficiente de variação; 1na coluna, as médias seguidas da mesma letra não diferem pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro; 2RSU 25: adubação com compos- to orgânico de resíduo sólido urbano na dose equivalente a 25 m3.ha-1; RSU 50: adubação com composto orgânico de resíduo sólido urbano na dose equivalente a 50 m3.ha-1; RSU 100: adubação orgânica com composto orgânico de resíduo sólido urbano na dose equivalente a 100 m3.ha1. Dornelles, H.S. et al. RBCIAMB | n.44 | jun 2017 | 18-26 22 Ananyeva et al. (2016), analisando a emissão de CO 2 e atividade respiratória microbiana do solo sob diferentes transformações antrópicas dos ecossistemas terrestres, encontraram os menores valores de qCO 2 para a área com floresta nativa durante um ano, sendo também a cobertura com a menor oscilação do quociente ao lon- go do ano. Esses resultados confirmam os valores de qCO 2 encontrados neste trabalho, que também identi- ficou o menor valor de qCO 2 para a área de mata nativa. Os valores do CBMS, RBS e qCO 2 em solo com aplicação de DLS, são apresentados na Tabela 2. No segundo ex- perimento, foram encontradas diferenças significativas entre os tratamentos avaliados para o CBMS e qCO 2 . O CBMS apresentou maior valor médio significativo (296,52 mg C.kg-1 solo) para o tratamento com maior dose de DLS 100 e menores valores para os tratamen- tos com adubação mineral e sem adubação, seguindo o mesmo comportamento do experimento 1. Merlin et al. (2016), avaliando o CBMS com cultivo or- gânico de plantas medicinais, encontraram teores en- tre 105,5 e 184,6 mg C.kg-1 solo, próximos aos verifica- dos neste trabalho nos tratamentos com aplicação de doses menores de DLS. As demais doses de DLS aplicadas também demons- traram influenciar positivamente a BMS refletida em seus valores (181,28 e 156,34 mg C.kg-1 solo) quando comparadas aos demais tratamentos sem adubação. Quadro et al. (2011), avaliando a biomassa e ativida- de microbiana em solo com adição de DLS, verificaram que o teor de CBMS aumentou linearmente, de acordo com a concentração de DLS aplicado. A adição de DLS não influenciou de forma significativa a atividade microbiana do solo, representada pela RBS (Tabela 2). Os teores de RBS estão próximos aos en- contrados por Ananyeva et al. (2016) (0,28 a 1,64 mg C-CO 2 .kg-1 solo.hora-1), Balota et al. (1998) (0,12 a 0,20 mg C-CO 2 .kg-1 solo.hora-1), Couto (2013) (0,46 a 1,98 mg C-CO 2 .kg-1 solo.hora-1) e Silva et al. (2016) (0,20 a 1,64 mg C-CO 2 .kg-1 solo.hora-1). Os tratamentos com a aplicação de DLS apresentaram valores inferiores em todas as características biológicas do solo — CBM e RBS — em relação aos tratamentos com adição de RSU (Tabelas 1 e 2). Esse fato pode es- tar associado à velocidade de degradação do composto líquido em função do tempo em que o mesmo foi apli- cado ao solo (dois anos antes da coleta). As características de um composto dependem da va- riedade de resíduos orgânicos adicionados, que podem conferir grande qualidade nutricional ou até mesmo inviabilizar o processo de compostagem (KIEHL, 2002; PEREIRA-NETO, 2010). O RSU apresenta grande varie- dade de componentes (SILVA, 2016) e, neste trabalho, o composto gerado influenciou positivamente a ativi- dade da biomassa microbiana em uma escala tempo- ral. Essa informação oferece um indicativo da qualida- Tabela 2 – Carbono da biomassa microbiana do solo, respiração basal do solo e quociente metabólico em solo sem adubação, com adubação mineral e com aplicação de diferentes doses de dejeto líquido de suínos. Tratamentos CBMS (mg C.kg-1 solo) RBS (mg C-CO 2 .kg-1 solo.h-1) qCO 2 2 (mg C-CO 2 .g-1 BMS-C.h-1) Sem adubação 41,32 d 0,83 a 20,09 a Adubação mineral 64,86 cd1 0,82 a 12,56 ab DLS 253 156,34 bc 0,92 a 5,98 bc DLS 50 181,28 b 0,85 a 4,67 c DLS 100 296,52 a 0,85 a 2,87 c C.V. (%) 27,06 18,61 15,28 CBMS: carbono da biomassa microbiana do solo; RBS: respiração basal do solo; qCO 2 : quociente metabólico; C.V.: coeficiente de variação; 1na coluna, as médias seguidas da mesma letra não diferem pelo teste de Tukey, a 1% de probabilidade de erro; 2médias originais cujos dados foram transformados em √x para atender aos pressupostos da análise de variância; 3DLS 25: adubação com dejeto líquido suíno na dose equiva- lente a 25 m3.ha-1; DLS 50: adubação com dejeto líquido suíno na dose equivalente a 50 m3.ha-1; DLS 100: adubação com dejeto líquido suíno na dose equivalente a 100 m3.ha-1. Biomassa e atividade microbiana de solos com aplicação de resíduo sólido urbano e dejeto líquido de suínos RBCIAMB | n.44 | jun 2017 | 18-26 23 de do composto orgânico, que mantém C orgânico no solo por mais tempo. Os tratamentos avaliados no experimento 2 interfe- riram significativamente no qCO 2 do solo (Tabela 2). Os maiores valores de qCO 2 ocorreram nos tratamen- tos em que o dejeto não foi aplicado em função do me- nor teor de CBMS encontrado neles. Couto (2013), avaliando as propriedades microbiológi- cas de um Argissolo com adição de esterco de suínos, encontraram o maior qCO 2 para o tratamento sem adi- ção de dejeto (17,79 mg C-CO 2 .g-1 BMS-C.hora-1), seme- lhante ao verificado neste trabalho para tratamento sem adubação do experimento 2 (20,09 mg C-CO 2 .g-1 BMS-C.hora-1). A aplicação do DLS reduziu o qCO 2 , independentemen- te da dosagem aplicada, o que indica que menos C foi perdido como CO 2 pela respiração e mais foi incorpo- rado aos tecidos microbianos, como resultado da ação de uma biomassa “eficiente” atuando sobre o resíduo adicionado ao solo. Solos estressados têm um maior valor desse parâmetro (qCO 2 ), pois uma menor quanti- dade de biomassa tem o dever de degradar uma maior quantidade de matéria orgânica (QUADRO et al., 2011). Neste estudo, as características microbiológicas avaliadas foram sensíveis em detectar as alterações que ocorrem no solo em função da aplicação dos resíduos orgânicos tan- to em função das dosagens aplicadas quanto da natureza desses resíduos. As influências nos parâmetros microbio- lógicos ocorreram em razão da sensibilidade dos microrga- nismos diante da incorporação de resíduos orgânicos. Quanto mais informações sobre a BMS e a situação me- tabólica dos microrganismos do solo obtivermos, maior será o entendimento sobre a qualidade microbiológica do solo e do solo em si, possibilitando o planejamento do uso do solo por meio do monitoramento das mudanças ocor- ridas em sua qualidade microbiana (SILVA et al., 2007b). O uso de indicadores microbiológicos constitui uma im- portante ferramenta para o estudo da qualidade dos solos, podendo-se indicar quais práticas tendem a causar maior degradação e quais são mais conservacionistas, visando ao desenvolvimento sustentável. No entanto, novos estudos são necessários para elucidar melhor essa relação. CONCLUSÕES A aplicação de diferentes doses de composto orgânico de RSU e de DLS influenciou a população e a atividade microbiológica do solo. A maior dosagem de resíduo orgânico aplicada ao solo (100 m3.ha-1) promoveu maior aumento na RBS e na BMS. O uso de resíduos orgânicos no solo estimulou a po- pulação microbiana e sua atividade, independente da dosagem aplicada ao solo. A influência e o efeito residual do composto orgânico de RSU sobre as características microbiológicas avalia- das foram maiores em comparação ao DLS. A RBS e o C da biomassa microbiana foram indicadores sensíveis em constatar as alterações ocorridas no solo com aplicação de resíduos orgânicos. Essas características podem ser utilizadas no monitoramento dessas práticas, a fim de se verificar as mudanças ocorridas em função do tipo de resíduo, da quantidade e do tempo de aplicação e a possibilidade de contaminação do solo e da água. 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