ICTR_n6_e.p65 abril 2007 27 INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA ANÁLISE COMPARATIVA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS Durval R. de Paula Junior FEAGRI/UNICAMP, PD durval@agr.unicamp.br Raquel S. Pompermayer FEAGRI/UNICAMP, PG RESUMO Propõe-se a utilização de indicadores de sustentabilidade ambiental para a avaliação da situação dos recursos hídricos da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos das Bacias dos Rios Piracica- ba, Capivari e Jundiaí –UGRHI 5, do Estado de São Paulo. Para isso, elaborou-se uma proposta de indicadores que sejam facilmente compreensíveis e que reflitam a real situação desses recursos. Os indicadores foram selecionados com base num diagnóstico da área de estudo e na estrutura concei- tual de indicadores denominada Pressão-Estado-Resposta (PER). Os indicadores selecionados fo- ram mensurados para estabelecer relações comparativas entre as bacias estudadas quanto às condições ambientais e de uso dos recursos hídricos. De modo geral, os indicadores selecionados permitiram quantificar e transmitir de forma objetiva e simples as informações de natureza técnico- científica, pos-sibilitando estabelecer um diagnóstico representativo da situação de cada bacia hidrográfica avaliada. PALAVRAS-CHAVE ABSTRACT The purpose of this paper is the use of environmental sustainability indicators to evaluate the situation of water resources of the Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí –UGRHI 5, do Estado de São Paulo. For that, there were developed a proposal of indicators easily comprehensive to point the real situation of the resources. The indicators have been selected according to a diagnostic of the study area and the conceptual framework of indicators called Pressure-State-Response (PER). The indicators selected have been measured to make comparative relationships between water basins. Generally, the selected indicators allowed quantifying and transmitting the technical and scientific information to make a representative diagnostic of the each water basin. KEY WORDS Gestão Ambiental Revista Brasileira de Ciências Ambientais – número 628 INTRODUÇÃO Entre os principais elementos de suporte a um trabalho de planejamento ou gestão está a formação de um banco de dados e informações consistentes sobre o objeto de estudo ou análise. Geralmente, observam-se grandes dificuldades na obtenção de dados atualizados e confiáveis para orientar o processo de tomada de decisão, dificultando sobremaneira a viabilização dos recursos financeiros disponíveis. Refle-xões acerca dessa situação levaram à investigação de ferramentas para análise e síntese de grande volume de dados e informações e para identificação de problemas e áreas de intervenção prioritárias. Pressupõe-se, assim, que indicadores de susten-tabilidade ambiental seriam instrumentos apropriados para auxiliar à tomada de de-cisão na implementação mecanismos de proteção, recuperação e uso racional de recursos hídricos em bacias hidrográficas. Os indicadores permitem simplificação no processo de quantificação, análise e comunicação, pelo qual a informação chega ao usuário, permitindo entender fenômenos complexos e torná-los mensuráveis e com-preensíveis. Nesse contexto, propõe-se a utilização de indicadores de sustentabili-dade ambiental para se estabelecer relações comparativas das condições ambien-tais e de uso dos recursos hídricos da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hí-dricos das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (UGRHI 5), no Estado de São Paulo. Os indicadores foram selecionados com base num diagnóstico da área de estudo e numa proposta de indicadores ambientais desenvolvida por MAGA-LHÃES JR. & NASCIMENTO (2002) e utilizada por POMPERMAYER (2003). Cabe mencionar que a referida proposta teve como referencial o modelo Pressão- Estado-Resposta (PER), elaborado pela “Organization for Economic Cooperation and Deve-lopment – OECD”, em 1993. A estrutura PER é universalmente reconhecida e utili-zada para formulação, organização e seleção de indicadores de meio ambiente. A Figura 1 esquematiza o modelo PER, descrevendo sucintamente as relações entre as atividades humanas e o meio ambiente. METODOLOGIA Para a integração dos dados existentes com a área de estudo, compartimentou-se a unidade geográfica de estudo em sete sub-bacias hidrográficas, segundo a subdivi-são definida no Relatório de Situação dos Recursos Hídricos, 1999 (CETEC, 2000). Definiram-se, assim, as seguintes sub- bacias hidrográficas: Rio Atibaia; Rio Caman-ducaia; Rio Jaguari; Rio Corumbataí; Rio Piracicaba; Rio Capivari e Rio Jundiaí. Pa-ra se estabelecer um diagnóstico das condições ambientais e de uso dos recursos hídricos nas sub- bacias estudadas, avaliaram-se os seguintes aspectos: Físicos e Socioeconômicos: áreas de drenagem e áreas com cobertura vegetal natu-ral e reflorestamento, populações total e urbana. A obtenção dessas informações foi realizada com base no Projeto de Qualidade das Águas e Controle da Poluição Hí-drica – PQA, 1997 (SRHSO, 1999), no Relatório de Situação dos Recursos Hídricos, 1999 (CETEC, 2000) e no Plano de Bacias Hidrográficas 2000-2003 (CBH-PCJ, 2001). Hidrológicos: disponibilidades hídricas em termos de Q 7,10 (vazão natural mínima com 7 dias de duração e período de retorno de 10 anos) e de Figura 1 Modelo Pressão-Estado-Resposta Fonte: Adaptado de OECD, 2002. abril 2007 29 população urbana e a população total da bacia. Os valores da densidade demo- gráfica e do índice de urbanização referentes ao ano de 2000, para as sete sub-bacias da UGRHI 5 estão apresentados na Tabela 1. Os resultados indicam que a sub-bacia do Rio Jundiaí apresenta a maior densidade demográfica (636 hab./km2) da UGRHI 5 e um elevado índice de urbanização (0,96). Na seqüência, destacam-se as sub-bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Atibaia, com densidades demográficas de 384 hab./km2, 339 hab./km2 310 hab./ km2, respectivamente, e índices de urbani- zação de 0,95, 0,95, 0,94, respectivamente. Em contrapartida, as bacias dos rios Camanducaia e Jaguari apresentam as menores densidades demográficas (95 hab./km2 e 143 hab./ km2, respectivamente) e de índices de urbanização (0,75 e 0,88, respectivamente). Os índices de captação e consumo de água urbano per capita e os índices de con-sumo urbano, industrial, agrícola e global de água, trazem informações a respeito das pressões geradas pelas demandas de água sobre os recursos hídricos. Os índi-ces de captação e consumo de água per capita são as relações entre os volumes de água Q 95% (vazão natural de 95% da curva de permanência), determinadas por meio de estudos de regionaliza-ção de vazões realizados no âmbito do “Projeto de Qualidade das Águas e Controle da Poluição – PQA, 1997” (SRHSO, 1999); demanda urbana (captação e consumo efetivo de água) e população urbana atendida por abastecimento público, obtidas a partir de estimativas realizadas no âmbito do “Plano Integrado de Aproveitamento e Controle dos Recursos Hídricos das Bacias do Alto Tietê, Piracicaba e Baixada San-tista” (DAEE, 1997); demandas industrial e agrícola, obtidas a partir do Relatório de Situação dos Recursos Hídricos, 1999 (CETEC, 2000) e do Plano de Bacias 2000-2003 (CBH-PCJ, 2001). Fontes de Poluição da Água: populações atendidas por serviços de abastecimento urbano de água, coleta e transporte e tratamento de esgotos e cargas orgânicas re-manescentes doméstica e industrial em termos de DBO 5 (Demanda Bioquímica de Oxigênio), obtidas a partir de estimativas realizadas no âmbito do “Projeto de Quali-dade das Águas e Controle da Poluição – PQA, 1997” (SRHSO, 1999). Ressalte-se que a obtenção do banco de dados e as informações mais completas estão detalhadas em POMPERMAYER (2003). A partir das informações geradas e de uma proposta de indicadores desenvolvida por MAGALHÃES JR. & NASCIMEN-TO (2002) e do modelo Pressão-Estado-Resposta (PER), selecionou-se um conjunto de indicadores de sustentabilidade ambiental. Os indicadores foram mensurados, para se estabelecer relações comparativas entre as sub- bacias hidrográficas anali-sadas. Para cada indicador analisado, descrevem-se as suas funções, os parâme-tros que o constituem e os índices ou valores determinados. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os indicadores selecionados foram organizados segundo a estrutura PER, propor-cionando a visualização de algumas relações e interações entre as atividades socio-econômicas da bacia hidrográfica e a utilização de seus recursos hídricos. Indicadores de Pressão: Indicadores de Pressão: Indicadores de Pressão: Indicadores de Pressão: Indicadores de Pressão: Foram definidos os seguintes indicadores: densidade de-mográfica; índice de urbanização; índices de captação e de consumo urbano de á-gua per capita; índices de consumo urbano, industrial, agrícola e global de água em relação à disponibilidades hídricas mínimas na forma de Q 7,10 e de Q 95%. O índice de urbanização e a densidade demográfica são indicadores que traduzem a intensidade das inter-relações entre o meio ambiente e as atividades socioeconômicas. MAGA-LHÃES JR. & NASCIMENTO (2002) definiram a densidade demográfica como “indi- cador-base”, isto é, que deve ser considerado em qualquer proposta de indicadores ambientais. A densidade demográfica é obtida relacionando-se a população total e a área de drenagem da bacia hidrográfica e o índice de urbanização pela relação entre a Tabela1. Área Drenagem (km2), população total e urbana (Hab.), densidade demográfica (hab/km2) e índice de urbanização. Fonte: CETEC, 2000; CBH-PCJ, 2001; POMPERMAYER, 2003. Revista Brasileira de Ciências Ambientais – número 630 captados e efetivamente consumidos e a população atendida por abastecimen-to público. Esses índices estão determinados na Tabela 2, com base no ano de 2000. Os maiores índices de captação e consumo de água per capita são verificados nas sub-bacias dos rios Jundiaí (133 m3/hab.ano e 108 m3/ hab.ano, respectivamen-te). Os menores índices são verificados na sub-bacia do Rio Camanducaia (94 m3/hab.ano e 79 m3/hab.ano, respectivamente). O índice de consumo urbano de água é a relação entre o volume de água efetiva-mente consumido nos sistemas de abastecimento e a disponibilidade hídrica em termos de Q 7,10 e de Q 95% . O índice de consumo industrial é obtido relacionando-se o volume de água captado e a disponibilidade hídrica na forma de Q 7,10 e de Q 95% . O índice de consumo agrícola de água é a relação entre o volume de água efetivamen-te consumido na irrigação e a disponibilidade hídrica na forma de Q 7,10 e de Q 95% . O índice de consumo global de água é a relação entre a demanda total de água da bacia e às disponibilidades hídricas Q 7,10 e de Q 95%. Esse indicador revela as bacias críticas quanto à utilização dos recursos hídricos. Os referidos índices determinados com base no ano de 2000, estão representados nas Figuras 2 e 3, indicando a con-tribuição de cada setor de atividade no comprometimento da disponibilidade hídrica das sub-bacias analisadas, em termos de Q 7,10 e de Q 95% , respectivamente, assim como a criticidade das bacias quanto a utilização de seus recursos hídricos. Verifica-se que as maiores pressões da demanda urbana de água estão nas sub-bacias dos rios Jundiaí (72% de Q 7,10 e 48% de Q 95%), Piracicaba (54% de Q 7,10 e 38% de Q 95% ) e Capivari Tabela. 2 População (Hab.), Consumo Efetivo e Captação de Água (m3/ano), IIIII ConsConsConsConsCons –Índice de consumo urbano de água per capita e IIIII CapCapCapCapCap - Índice de captação urbana de água per capita (m3/hab.ano). Fonte: DAEE, 1997; SRHSO, 1999; POMPERMAYER, 2003. Gráfico 1. Índices de consumo urbano, industrial, agrícola e global de água em relação a Q 7,10 . AJ Fontes: SRHSO, 1999; CETEC, 1999; CBH-PCJ, 2002;POMPERMAYER, 2003. CJC P Gráfico 2. Índices de consumo urbano, industrial, agrícola e global de água em relação a Q 95% . Fontes: SRHSO, 1999; CETEC, 2000;CBH-PCJ, 2001;POMPERMAYER, 2003. abril 2007 31 (43% de Q 7,10 e 29% de Q 95% ) , respectivamente. Nas bacias dos rios Atibaia e Jaguari verificam as maiores pressões da demanda industrial de água, 71% e 73% de Q 7,10 , e 51% e 45% de Q 95% , respectivamente. O maior com-prometimento da disponibilidade hídrica pelo setor agrícola é verificado nas sub-bacias dos rios Piracicaba e Capivari (33% e 27% de Q 7,10 e 23% e 18% de Q 95%, respectivamente). Em termos de Q 7,10 , os índices globais mostram que nas sub-bacias dos rios Jundiaí, Piracicaba e Capivari as demandas globais de água com- prometem cerca de 135%, 132% e 121%, respectivamente, de suas disponibilidades hídricas, indicando uma maior criticidade quanto à utilização dos seus recursos hí-dricos. Em situação menos crítica encontram-se as bacias dos rios Atibaia e Jaguari, com comprometimento de 116% e 105% da disponibilidade hídrica, respectivamen-te. Em termos de Q 95%, o maior comprometimento da disponibilidade hídrica é verifi-cado nas bacias dos rios Piracicaba (93%) e Jundiaí (90%). Indicadores de Estado: Indicadores de Estado: Indicadores de Estado: Indicadores de Estado: Indicadores de Estado: Definiram-se como indicadores de estado, o índice de co-bertura vegetal natural e a carga poluidora remanescente urbana e industrial. O índi-ce de cobertura vegetal natural é um importante indicador da qualidade ambiental de uma bacia hidrográfica. Esse índice é determinado pela relação entre a área com cobertura vegetal natural e a área de drenagem total da unidade hidrográfica. Na Tabela 3 apresentam-se os índices de cobertura vegetal natural, referentes ao ano de 2000, para as sete sub-bacias avaliadas. De modo geral, os resultados indicam que os índices de cobertura vegetal natural das bacias analisadas são baixos. Os mais baixos valores são verificados nas sub-bacias dos rios Capivari (0,02), Jaguari (0,03), Piracicaba (0,04). Na Tabela 4 estão apresentados os valores das cargas orgânicas remanescentes de origem industrial e doméstica, correspondentes ao ano de 2000. Nas sub-bacias dos rios Capivari, Jundiaí, Corumbataí, Atibaia, Jaguari, Camanducaia e Piracicaba as cargas orgânicas remanescentes domésticas representam cerca de 97%, 95%, 91%, 86%, 79%, 61% e 60% da carga orgânica total remanescente, respectivamente. As-sim, os resultados indicam que nessas sub-bacias degradação hídrica deve-se fun- damentalmente às cargas poluidoras remanescentes de origem doméstica. Verifica-se que nas sub-bacias dos rios Piracicaba, Camanducaia e Jaguari as cargas polui-doras remanescentes de origem industrial representam 40%, 39% e 21%, respecti-vamente, da carga total remanescente. As elevadas cargas orgânicas remanescen-tes urbanas são verificadas especialmente nas sub-bacias dos rios Jundiaí (65.838,7 tDBO/ano), Piracicaba (18.943,5 tDBO/ano), Atibaia (13.187,5 tDBO/ano), Capivari (9.077,6 tDBO/ano) e Jaguari (6.376,6 tDBO/ ano). Indicadores de Resposta:Indicadores de Resposta:Indicadores de Resposta:Indicadores de Resposta:Indicadores de Resposta: Foram definidos os seguintes indicadores: índice de re-florestamento, índices de atendimento urbano por abastecimento de água, coleta e transporte e tratamento de esgotos. O índice de reflorestamento é um indicador dos esforços realizados para conter as alterações provocadas no Tabela 3 Área de cobertura vegetal natural, área de drenagem total (km2) e o respectivo índice. Fonte: CETEC, 2000; POMPERMAYER, 2003. Tabela 4. Carga orgânica remanescente urbana, industrial e total (tDBO/ano). Fonte: SRHO, 1999; POMPERMAYER, 2003. Revista Brasileira de Ciências Ambientais – número 632 balanço hídrico da ba-cia. Ao lado das pressões das demandas sobre os recursos hídricos, a qualidade pobre das águas é também responsável pelos conflitos entre os setores usuários de recursos hídricos. A degradação hídrica decorre da falta de sistemas de coleta de esgotos e, principalmente, da falta de tratamento antes de seu lançamento nos ma-nanciais. Adotaram-se, assim, os índices de atendimento urbano por coleta e trans-porte de esgotos e o índice de atendimento por tratamento de esgotos como indica-dores dos esforços da sociedade e/ou as autoridades para mitigar ou prevenir a de-gradação hídrica produzida pelas atividades sócio- econômicas da sub-bacia hidro-gráfica. Esses índices são obtidos a partir das relações entre populações urbanas atendidas por coleta e por tratamento de esgoto e as populações urbanas das sub-bacias. O índice de reflorestamento para as sub-bacias estudadas está apresentado na Tabela 5. Esse índice refere-se à área coberta por unidades de conservação em relação à área com cobertura vegetal natural da sub-bacia considerada. Os maiores índices de reflorestamento são verificados nas bacias dos rios Camanducaia, Capi-vari, Jaguari e Corumbataí, com valores da ordem de 1,13, 1,01, 0,85 e 0,69, res- pectivamente. Em contrapartida, o menor índice é verificado na sub-bacia do rio Pi- racicaba (0,22). Na Tabela 6 estão apresentados os índices de atendimento por coleta e transporte e tratamento de esgotos urbanos, referentes ao ano 2000. Os índices de atendimento por coleta de esgotos são satisfatórios, particularmente nas bacias dos rios Corumbataí (97%), Jundiaí (92%) e Capivari (89%). Os menores índices são verificados nas sub-bacias dos rios Camanducaia (84%) e Piracicaba (86%). Entretanto, os índices de atendimento por tratamento de esgotos são extre-mamente baixos em todas as sub-bacias avaliadas: Capivari (2%), Jaguari (2%), Camanducaia (6%), Corumbataí (11%), Piracicaba (13%), Atibaia (13%) e Jundiaí (34%). CONCLUSÕES Os resultados evidenciam que os indicadores conseguem quantificar e transmitir a informação de caráter técnico e científico de maneira sintética e compreensível, pos-sibilitando o estabelecimento de um diagnóstico representativo da situação real de cada sub-bacia avaliada. Entre outros aspectos, constataram-se comprometimentos das disponibilidades e da qualidade hídricas, deficiências nos sistemas de tratamen-to de esgotos e uso e ocupação intensa da terra. Portanto, a utilização de indicado-res de sustentabilidade ambiental proporcionou uma análise comparativa das condi-ções de uso dos recursos hídricos compatível com as informações disponíveis. Tabela 6. População urbana total, populações atendidas por coleta e tratamento de esgotos, IAC- índice de atendimento por coleta de esgotos e IAT - índice de atendimento por tratamento de esgotos. Fonte: SRHO, 1999; POMPERMAYER, 2003. Tabela 5 Área de cobertura vegetal natural, área de reflorestamento (km2) e respectivo índice. Fonte: CBH-PCJ, 2001; POMPERMAYER, 2003. abril 2007 33 REFERÊNCIAS CENTRO TECNOLÓGICO DA FUNDAÇÃO PAULISTA DE TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO - CETEC (2000) “Relatório de Situação dos RecursosRelatório de Situação dos RecursosRelatório de Situação dos RecursosRelatório de Situação dos RecursosRelatório de Situação dos Recursos Hídricos nas Bacias dos rios Piracicaba, CapivariHídricos nas Bacias dos rios Piracicaba, CapivariHídricos nas Bacias dos rios Piracicaba, CapivariHídricos nas Bacias dos rios Piracicaba, CapivariHídricos nas Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí”e Jundiaí”e Jundiaí”e Jundiaí”e Jundiaí”. , 13/09/2001. COMITÊ DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DOS RIOS PIRACICABA, CAPIVARI E JUNDIAÍ - CBH-PCJ. “Plano de Bacias 2Plano de Bacias 2Plano de Bacias 2Plano de Bacias 2Plano de Bacias 2000-2000-2000-2000-2000-2003003003003003”. Relatório Final, Fase 3 - RT.FEH01.EC.GER / RHI.003 , 01/03/2001. DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – DAEE. “PlanoPlanoPlanoPlanoPlano integrado de aproveitamento e controle dosintegrado de aproveitamento e controle dosintegrado de aproveitamento e controle dosintegrado de aproveitamento e controle dosintegrado de aproveitamento e controle dos recursos hídricos das bacias Alto Tietê,recursos hídricos das bacias Alto Tietê,recursos hídricos das bacias Alto Tietê,recursos hídricos das bacias Alto Tietê,recursos hídricos das bacias Alto Tietê, Piracicaba e Baixada SantistaPiracicaba e Baixada SantistaPiracicaba e Baixada SantistaPiracicaba e Baixada SantistaPiracicaba e Baixada Santista” -, São Paulo, 214p, 1997. MAGALHÃES JUNIOR, A. P.; NASCIMENTO, N. O. “AAAAAvaliação de indicadores de gestão das á-guasvaliação de indicadores de gestão das á-guasvaliação de indicadores de gestão das á-guasvaliação de indicadores de gestão das á-guasvaliação de indicadores de gestão das á-guas por meio da técnica Delphi no Brasil -por meio da técnica Delphi no Brasil -por meio da técnica Delphi no Brasil -por meio da técnica Delphi no Brasil -por meio da técnica Delphi no Brasil - Resultados preliminaresResultados preliminaresResultados preliminaresResultados preliminaresResultados preliminares”. In: Rede Cooperativa de Pesquisa em Engenharia e Gestão de Recursos Hídricos (REHIDRO/RECOPE/FINEP) - Reunião Final, 2002, Vitória - ES. Caderno de Resumos dos Trabalhos Técnicos. UFES, v. 1. p. 30-30. ORGANIZATION FOR ECONOMIC COOPERATION AND DEVELOPMENT – OECD. “OECD core set ofOECD core set ofOECD core set ofOECD core set ofOECD core set of indicators for environmental performanceindicators for environmental performanceindicators for environmental performanceindicators for environmental performanceindicators for environmental performance reviewsreviewsreviewsreviewsreviews” , 07/02/2002. POMPERMAYER, R. S. “Aplicação da análiseAplicação da análiseAplicação da análiseAplicação da análiseAplicação da análise multicritério em gestão de recursos hídricos:multicritério em gestão de recursos hídricos:multicritério em gestão de recursos hídricos:multicritério em gestão de recursos hídricos:multicritério em gestão de recursos hídricos: si-mulação para as bacias dos rios Piracicaba,si-mulação para as bacias dos rios Piracicaba,si-mulação para as bacias dos rios Piracicaba,si-mulação para as bacias dos rios Piracicaba,si-mulação para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e JundiaíCapivari e JundiaíCapivari e JundiaíCapivari e JundiaíCapivari e Jundiaí” Dissertação de Mestrado, FEA- GRI-UNICAMP,134p, 2003. SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS, SANEAMENTO E OBRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SRHSO. “Projeto de Qualidade dasProjeto de Qualidade dasProjeto de Qualidade dasProjeto de Qualidade dasProjeto de Qualidade das Águas e Controle da Poluição” Relatório doÁguas e Controle da Poluição” Relatório doÁguas e Controle da Poluição” Relatório doÁguas e Controle da Poluição” Relatório doÁguas e Controle da Poluição” Relatório do Programa de Investimentos para Proteção ePrograma de Investimentos para Proteção ePrograma de Investimentos para Proteção ePrograma de Investimentos para Proteção ePrograma de Investimentos para Proteção e Aproveitamento dos Recursos Hídricos dasAproveitamento dos Recursos Hídricos dasAproveitamento dos Recursos Hídricos dasAproveitamento dos Recursos Hídricos dasAproveitamento dos Recursos Hídricos das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e JundiaíBacias dos Rios Piracicaba, Capivari e JundiaíBacias dos Rios Piracicaba, Capivari e JundiaíBacias dos Rios Piracicaba, Capivari e JundiaíBacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí”, CD-Rom, 1999. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP.