206 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Clayton Diego da Luz Mestrando na Universidade Positivo – Curitiba (PR), Brasil. Eliane Carvalho de Vasconcelos Professor titular na Universidade  Positivo – Curitiba (PR), Brasil. Patrícia Bilotta Professor titular na Universidade  Positivo – Curitiba (PR), Brasil. Marco Aurélio da Silva Carvalho Filho Professor titular na Universidade  Positivo – Curitiba (PR), Brasil. Endereço para correspondência: Marco Aurélio da Silva Carvalho  Filho - Rua Professor Pedro Viriato  Parigot de Souza, 5300 – CIC – CEP:  81280-330- Curitiba (PR), Brasil –  E-mail: marccarv@gmail.com Recebido em: 10/12/2019 Aceito em: 27/3/2020 RESUMO Este  trabalho  propõe  comprovar  a  veracidade  da  afirmação  de  que  a  modalidade eólica offshore causa menor impacto ambiental que a onshore.  Após a avaliação e a valoração dos impactos ambientais nas duas modalidades,  por  meio  da  Matriz  de  Leopold,  foi  determinado  para  a  modalidade  eólica offshore o valor total de magnitude de 970. Para a classificação de  Importância, em 22% a classificação foi alta, em 50% moderada e em 28%  baixa. Para a classificação de significância em 50% a classificação foi grande,  em 22% média e em 28% pequena. Para a modalidade eólica onshore, o  valor total da magnitude foi de 1.477. Para a classificação de Importância,  em 27% a classificação foi alta, em 54% moderada e em 19% baixa. Para a  classificação  de  significância,  em  58%  a  classificação  foi  grande,  em  23%  média e em 19% pequena. Com base nesses parâmetros, confirmou-se que,  a modalidade eólica offshore é menos impactante ao meio ambiente que a  modalidade eólica onshore. Palavras-chave: eólica offshore; eólica onshore; matriz de Leopold; avaliação  de impactos; valoração de impactos. ABSTRACT This paper proposes to prove theveracity of the statement that the offshore  wind  modality  causes  less  environmental  impact  than  the  onshore  one.  After the assessment and measurement of environmental impacts in both  modalities  through  the  Leopold  Matrix,  the  total  value  of  Magnitude  of  970 was determined for the offshore wind. In the Importance classification,  22%  were  classified  as  High,  50%  as  Moderate,  and  28%  as  Low.  In  the  Significance rating 50% were classified as Large, 22% as Medium and 28%  as  Small.  For  the  onshore  wind  modality,  the  total  Magnitude  value  was  1,477. In the Importance classification, 27% were classified as High, 54% as  Moderate, and 19% as Low. In the Significance rating, 58% were rated Large,  23% Medium, and 19% Small. Through these parameters it was confirmed  that the offshore wind modality is less environmentally impacting than the  onshore wind modality.  Keywords: offshore wind; onshore wind; Leopold matrix; impact assessment;  impact valuation. DOI: 10.5327/Z2176-947820200644 AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS EM PARQUES EÓLICOS OFFSHORE E ONSHORE UTILIZANDO A MATRIZ DE LEOPOLD EVALUATION OF ENVIRONMENTAL IMPACT IN OFFHORE AND ONSHORE WIND FARMS USING THE LEOPOLD MATRIX https://orcid.org/0000-0002-2370-1104 https://orcid.org/0000-0002-5923-0834 https://orcid.org/0000-0002-2463-2331 https://orcid.org/0000-0002-4143-787X mailto:marccarv@gmail.com Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 207 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 INTRODUÇÃO O cenário global atual aponta para demanda crescente  do consumo de energia elétrica, em função do aumen- to da população e da produção de insumos cada vez  mais acelerada. Os meios convencionais de geração de  energia elétrica são usinas nucleares, termoelétricas e  hidroelétricas,  porém  essas  alternativas  apresentam  custos  elevados  de  construção  e  operação,  além  de  causarem diversos impactos ambientais.  Para Matulja et al. (2010), refletir sobre direitos fun- damentais, mudanças climáticas e serviços essenciais é  repensar a ocupação do solo nas cidades e no campo,  os fluxos migratórios e a conservação da natureza para  sustentabilidade de serviços e recursos.  Diante  desse  desafio,  surge  a  necessidade  do  inves- timento  em  energias  renováveis,  tais  como  energia  solar, eólica e por ondas marítimas (MARARAKANYE;  BEKKER, 2019). A energia renovável não é vista ape- nas como escolha ambientalmente sustentável prove- niente de um sistema de geração limpa, mas também  como  abordagem  que  trata  de  outras  necessidades  sociais.  Entre  essas  necessidades,  temos  melhoria  da  manutenção  da  segurança  energética,  redução  dos impactos ambientais resultantes da utilização de  combustível fóssil e redução das alterações climáticas  (WANG et al., 2018).  Nos  últimos  dez  anos  ocorreu  aumento  significativo  na utilização de energias renováveis no mundo, prin- cipalmente na Europa. Esse aumento é decorrente da  redução de custos que ampliou a atratividade dessas  fontes de energia e do Acordo de Paris, assinado em  2016, que visa à redução da emissão de gás carbono,  dando  maior  visibilidade  a  fontes  de  emissão  zero  (ARANTEGUI; JÄGER-WALDAU, 2018). Existem duas modalidades eólicas, onshore e offshore.  Todo uso de energia gera impactos ambientais, sociais  e econômicos, que resultam da utilização de recursos  naturais, podendo alguns ser significativos em função  das extensas áreas utilizadas para produção em grande  escala (SILVA et al., 2005). A modalidade onshore ca- racteriza-se pela implantação da infraestrutura eólica  em terra, o que requer grandes extensões territoriais  e pode causar impacto visual e sonoro na vizinhança,  interferência  em  ondas  eletromagnéticas  e  colisão  de  aves  e  morcegos  com  as  pás  eólicas.  O  sistema  offshore  é  apresentado  como  alternativa  ao  siste- ma onshore. Sua infraestrutura é instalada no mar, a  determinada distância da costa marítima, de acordo  com  as  especificações  de  projeto.  Esse  sistema  pos- sui maior capacidade de geração de energia elétrica,  sendo  apresentado  como  solução  a  diversos  impac- tos causados pelo sistema onshore (BARBOSA, 2017),  como eliminação dos impactos visuais e sonoros por  não  possuírem  vizinhança,  apesar  de  a  modalidade  offshore afetar visualmente a navegação de embarca- ções e as vibrações sonoras afetarem a vida marinha.  Porém, as afirmações sobre energia eólica onshore e offshore são regidas por uma série de incertezas para  o processo de concepção e gestão, em função da fal- ta de pesquisas de metodologia de análise dos riscos  e da confiabilidade do sistema, característica comum  em tecnologias recentes com aplicação em larga esca- la (LEIMEISTER; KOLIOS, 2018). Revistas, mídia e especialistas da área de geração de  energia atribuem ao sistema eólico offshore menor im- pacto ambiental em relação ao sistema onshore, porém  na revisão literária não foi encontrada nenhuma avalia- ção qualitativa ou quantitativa entre os dois modelos  de produção de energia elétrica. Além da falta de com- paração na literatura entre os dois modelos, também  foram observados na revisão dos artigos, impactos am- bientais não conhecidos até o momento de ocorrência  nos  empreendimentos  offshore.  Floeter  et  al.  (2017)  destacam que, em função da mudança da amplitude  das marés, influenciadas pelas torres eólicas que ser- vem como quebra-mar, e da sombra projetada pelas  torres nas águas houve aumento da concentração de  oxigênio e de clorofila na água, causando diferenciação  na quantidade e no tipo de plâncton e na quantidade  de matéria orgânica, porém não se observou mudan- ça nos peixes. Hammar, Wikström e Molander (2014),  em estudo de impacto ambiental (EIA), evidenciaram  que  na  fase  de  construção  do  parque  eólico  offsho- re na costa de Kattegat, ocorreu interferência na vida  dos bacalhaus, em função do intenso fluxo marítimo  de máquinas e navios para instalação dos parques eó- licos,  que  ocasionou  aumento  de  ruídos  e  distúrbios  causados  pelo  trinchamento  dos  cabos.  De  acordo  com Wilson et al. (2010), a instalação de turbinas eó- licas offshore implica na perturbação do fundo do mar  nas  imediações  da  turbina,  resultando  liberação  de  Luz, C. D. et al. 208 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 cascalho, material de granulometria fina, que perma- nece em suspensão na água até sedimentar. Keith et al.  (2004) simularam o impacto climático das turbinas eó- licas, alterando os coeficientes de arrasto da superfí- cie  em  dois  diferentes  modelos  gerais  de  circulação,  mostrando que a energia eólica pode induzir mudan- ças  climáticas  nas  escalas  continentais,  mas  o  efeito  sobre a temperatura média da superfície é significati- vamente menor que as mudanças climáticas em escala  continental. Em 2009, foi demonstrado o interesse nas  estruturas  subaquáticas  das  turbinas  que  funcionam  como recifes artificiais (INGER et al., 2009). A avaliação  realizada por Castro, Santiago e Santana-Ortega (2002)  determinou o efeito de estruturas flutuantes sobre o  comportamento  de  agregação  dos  peixes,  sugerindo  que os parques eólicos podem atuar como dispositivos  de agregação desses animais.  O presente estudo, tem o intuito de confirmar ou não  a afirmação de que o empreendimento eólico offsho- re  apresenta  menor  impacto  ambiental  que  o  em- preendimento onshore. A verificação dessa hipótese  foi realizada por meio de avaliação e comparação dos  impactos  ambientais  decorrentes  de  atividades  nas  modalidades eólicas onshore e offshore, consideran- do todos os impactos identificados pela literatura que  possam  existir  nesses  empreendimentos  e  desconsi- derando particularidades de localidades de implanta- ção, sendo os impactos quantificados pela Matriz de  Leopold adaptada. METODOLOGIA O estudo foi realizado por meio da revisão bibliográfi- ca de 69 artigos que abordaram impactos ambientais  das atividades de construção e operação de empreen- dimentos eólicos onshore e offshore. Esses artigos fo- ram selecionados com base na revisão sistemática da  literatura, na qual se utilizou as combinações das pala- vras Environmental Impact, Wind Energy, Wind Energy  Offshore  and  Wind  Energy  Onshore,  Matriz  Leopold,  em pesquisa nas plataformas acadêmicas Coordenação  de  Aperfeiçoamento  de  Pessoal  de  Nível  Superior  (Capes), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e  ScienceDirect.  Os  artigos  selecionados  abordaram  a  questão da interação dos parques eólicos com o meio  ambiente e de que forma essa interação poderia gerar  impactos positivos ou negativos, dando respaldo para  a  análise  dos  impactos.  Além  dos  artigos  científicos,  foram utilizados estudos de impactos ambientais em  parques eólicos já existentes. Reconhecimento dos impactos ambientais dos modais eólicos O reconhecimento dos impactos ambientais iniciou- -se com a análise dos empreendimentos eólicos nas  suas diversas fases (construção, operação, manuten- ção e desativação), os quais foram identificados pela  avaliação  dos  estudos  de  impacto  ambiental  e  dos  relatórios  de  impacto  ambiental  (EIA/RIMA),  pro- porcionando assim o reconhecimento das etapas em  que o impacto começa e termina e as causas de sua  ocorrência, do período de término dos impactos e as  características dessa causa, conforme Apêndices 1 e  2  deste  trabalho.  Os  mecanismos  de  impactos  am- bientais e a atuação e consequência desses nos meios  físico, biológico e socioeconômico foram identificados  com  base  nos  apontamentos  dos  artigos  técnicos  e  científicos da revisão de literatura e dos estudos de  impacto ambiental.  As  interações  entre  os  mecanismos  de  impacto  e  o  ambiente receptor auxiliam na compreensão da abran- gência, temporalidade, classe, capacidade de reversão,  incidência e frequência/probabilidade de como os im- pactos ocorrerão. Essa compreensão é responsável pe- los critérios de classificação da Importância e da mag- nitude dos impactos.  Construção da matriz de Leopold A  matriz  de  Leopold  adaptada  foi  desenvolvida  por  meio  da  concepção  original  da  matriz  de  Leopold  (LEOPOLD et al., 1971) utilizando os meios de impac- to  (físico,  biológico  e  socioeconômico)  definidos  por  Barbosa  (2017).  A  adaptação  foi  necessária,  pois  a  matriz de Leopold apresenta 100 meios de ocorrência  dos impactos e o modelo de Barbosa (2017) utiliza ape- nas os meios afetados por empreendimentos eólicos.  Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 209 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 A Importância dos impactos foi determinada por meio  do somatório dos índices severidade e frequência/pro- babilidade.  O  índice  severidade  foi  determinado  por  meio do somatório dos índices situação, abrangência,  incidência,  temporalidade  e  reversibilidade  (ROCHA,  1997), conforme a Equação 1:  Severidade = S + A + I + T + R  (1) Em que:  S = Situação;  A = Abrangência;  I = Incidência;  T = Temporalidade;  R = Reversibilidade.  Os valores para cálculo da Severidade são apresenta- dos na Tabela 1. Os coeficientes de frequência e de probabilidade foram  determinados por meio dos parâmetros constantes da  Tabela 2: A pontuação da Importância foi feita por meio do so- matório dos pontos referentes à severidade, frequência  e probabilidade (ROCHA, 1997), conforme a Equação 2:  I = S + F * P  (2) Em que:  I = Importância;  S = Severidade;  F = Frequência;  P = Probabilidade. A  análise  da  importância  deu-se  conforme  os  parâ- metros  a  seguir,  de  acordo  com  o  Levantamento  de  Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA, 2017): Importância < 9: baixa Os  aspectos  ambientais  e  os  respectivos  impactos  com Importância I = 5 (situações normais e de risco)  devem ser desprezados, já que na avaliação desse as- pecto, há impacto com severidade baixa e frequência/ Tabela 1 – Matriz de Leopold: índices de severidade. SEVERIDADE SITUAÇÃO Valor atribuído: 1 a 2 Normal = +1 Risco = +2 ABRANGÊNCIA Valor atribuído: 1 a 3 Local = +1 Regional = +2 Global = +3 INCIDÊNCIA Valor atribuído: 1 a 2 Direta = +1 Indireta = +2 TEMPORALIDADE Valor atribuído: 1 a 2 Temporário = +1 Permanente = +2 REVERSIBILIDADE Valor atribuído: 1 a 2 Reversível = +1 Irreversível = +2 Fonte: Rocha (1997). Luz, C. D. et al. 210 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 probabilidade improvável de ocorrer (pouco frequente).  Não podem ser desprezados os impactos que apresen- tam magnitude considerável no somatório de impactos  similares, ou seja, que tenham efeito cumulativo, por  exemplo: resíduos sólidos na área centralizadora de re- síduos, emissões gasosas em áreas com maior ocorrên- cia do aspecto, efluentes líquidos no tratamento final e  aspectos similares numa mesma atividade.  Importância > 16: alta Para itens cuja pontuação da Importância I > 16, devem  necessariamente ser estabelecidos objetivos e metas  ambientais (ações concretas que resultem em redução  dos impactos ambientais associados àqueles itens). Os  impactos associados a situações de risco que apresen- tam Importância I > 16 são considerados inaceitáveis.  Nesse caso, são atividades que devem ser executadas  sob  medidas  preventivas  ou  tomadas  providências  imediatas para diminuir o nível do risco. Após a reali- zação de tais medidas, a atividade deve ser novamente  submetida à avaliação de aspectos e impactos ambien- tais para caracterização do risco remanescente. Importância entre 9 e 16: moderada Para as situações de risco cujos  impactos apresenta- rem severidade S > 8, devem ser previstas necessaria- mente medidas mitigadoras em um plano de ação de  emergência ambiental.  Para as situações cuja análise resultar em severida- de = 5 e cujas ações mitigadoras não puderem ser  gerenciadas  com  recursos  humanos  e  materiais  da  própria área, devem ser previstas necessariamente  medidas mitigadoras em um plano de ação de emer- gência ambiental. Para as situações normais com Importância I = entre 9 e  16, as ações mitigadoras devem ser sempre gerenciadas  com recursos da própria área. Para as atividades cuja ava- liação de aspectos e impactos ambientais em situações  normais resultar Importância entre 9 e 16, as atividades  devem atender a requisitos legais e metas ambientais. Impacto não significativo É considerado não significativo o impacto de severida- de baixa (S < 5), cuja avaliação da importância resultar  em I < 9 e que não possua requisitos legais ou outros re- quisitos ambientais, nem envolva partes interessadas.  O índice de magnitude foi determinado por meio do so- matório dos índices situação, abrangência, incidência,  temporalidade e reversibilidade, conforme a Equação 3: Magnitude = S + A + I + T + R  (3) Em que:  S = Situação;  A = Abrangência;  I = Incidência;  T = Temporalidade;  R = Reversibilidade.  Tabela 2 – Matriz de Leopold: coeficientes de frequência/probabilidade. FREQUÊNCIA/PROBABILIDADE Frequência Baixa = +1 - ocorre poucas vezes ou é improvável que ocorra Média = +2 - ocorrência recorrente e pode vir a ocorrer Alta = +3 - ocorrência recorrente ou permanente e que com certeza irá ocorrer Probabilidade Baixa = +1 - ocorre poucas vezes ou é improvável que ocorra Média = +2 - ocorrência recorrente e pode vir a ocorrer Alta = +3 - ocorrência recorrente ou permanente e que com certeza irá ocorrer Fonte: Rocha (1997). Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 211 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Os  valores  para  o  cálculo  quantitativo  da  magnitude  são apresentados na Tabela 3. O valor total do somatório dos valores ponderados de  cada atributo, somados ao fim, caracterizam valor total  de magnitude do impacto avaliado. O somatório total de  todos os mecanismos de impacto determina o valor total  da significância do impacto ambiental do modal eólico, e  com esse valor será possível definir o tipo de modelo de  empreendimento eólico que apresenta menor impacto. Para a melhor apreciação dos valores de magnitude, foi  adotado  o  modelo  de escala  adaptado  do  Evironmental  Evaluation System ou Método de Battele (DEE et al., 1973),  que classifica a magnitude em três parâmetros: pequena,  para valores de significância inferiores a 28, média, para va- lores entre 29 a 44, e grande, para valores superiores a 45. Para facilitar a tomada de decisões com relação às medidas  de controle de impactos, foi desenvolvida uma matriz de  interação entre a quantificação dos coeficientes de impor- tância e de magnitude, que é apresentada no Quadro 1. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para  melhor  apreciação  dos  resultados  da  avaliação,  foram construídos os Quadros 2 e 3, que apresentam  o resumo da avaliação das matrizes eólicas em terra e  em mar aberto, respectivamente, bem como o resul- tado da avaliação final dos coeficientes de magnitude,  importância  e  significância  para  cada  mecanismo  de  impacto, em ordem decrescente. Com base no exposto nos Quadros 2 e 3, podem ser iden- tificados os impactos mais agravantes e que necessitam de  maior atenção no plano de elaboração do empreendimento. Pode-se observar que os impactos com maior índice de  magnitude estão ligados àqueles classificados como im- pacto de risco e que possuem abrangência regional ou  Tabela 3 – Matriz de Leopold: índices de magnitude. MAGNITUDE SITUAÇÃO Valor atribuído: 1 a 2 Normal = +1 Risco = +2 ABRANGÊNCIA Valor atribuído: 1 a 3 Local = +1 Regional = +2 Global = +3 INCIDÊNCIA Valor atribuído: 1 a 2 Direta = +1 Indireta = +2 TEMPORALIDADE Valor atribuído: 1 a 2 Temporário = +1 Permanente = +2 REVERSIBILIDADE Valor atribuído: 1 a 2 Reversível = +1 Irreversível = +2 Fonte: Rocha (1997). Quadro 1 – Matriz de interação magnitude × importância. Magnitude Importância Não significante < 9 (Baixa) Entre e 16 (Moderada) > 16 (Alta) Pequena Não significativa Não significativa Medidas mitigadoras Medidas mitigadoras Média Medidas mitigadoras Medidas mitigadoras Medidas mitigadoras Inaceitável Grande Medidas mitigadoras Medidas mitigadoras Medidas mitigadoras Inaceitável Luz, C. D. et al. 212 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 global, como, por exemplo, poluição química ou por óleo,  causada por acidente em mar aberto. A classificação de  Importância desses impactos como moderada dá-se por  serem impactos que não devem ocorrer, que são decor- rentes de falhas ou são ocorrências incomuns, ou seja,  impactos  que  ocorrem  com  baixa  probabilidade  e  fre- quência, porém a significância dos impactos é grande em  função da magnitude da consequência ao ambiente. Os impactos com alto grau de Significância são aqueles  que  afetam  maior  número  de  aspectos  do  ambiente  receptor. estando fortemente ligados a atividades que  modificam o ambiente, como, por exemplo, a constru- ção dos parques eólico e a abertura e construção de  estradas de acesso. Os impactos com maior destaque na literatura, ruído,  visual, impactos ligados à presença e ao funcionamento  do  parque,  colisão  com  aves  etc.  apresentam  valor  quantitativo de magnitude intermediário, porém bem  abaixo dos impactos com maior magnitude, como, por  exemplo,  perturbação  do  fundo  do  mar  e  obras  de  infraestrutura. Pode-se afirmar com esses dados que  possivelmente os estudos de impactos ambientais não  estão dando a devida atenção aos impactos com sig- nificância grande, isso por que os impactos de ruído,  visuais e referentes ao funcionamento dos parques são  perceptíveis e de fácil mensuração, de modo diferente  de impactos gerados pela construção dos parques, que  dificilmente  são  perceptíveis  após  o  empreendimen- to concluído, como o rebaixamento do lençol freático  causado pela fundação das torres eólicas. Em geral, os  impactos ligados à presença e ao funcionamento dos  parques  possuem  valores  médios  por  apresentarem  Quadro 2 – Análise de impactos da energia eólica offshore. Mecanismo de Impacto Magnitude Importância Significância Poluição por óleo 171 Moderada Grande Poluição química 148 Moderada Grande Perturbação do fundo do mar por meio de amostragem 71 Baixa Grande Negócios locais e empregos, oportunidades 64 Alta Grande Presença física das superestruturas 63 Alta Grande Perturbação do fundo do mar por afundamento de detritos 56 Moderada Grande Perturbação do leito do mar e da coluna da água durante e após a dragagem 56 Baixa Grande Perturbação do fundo do mar e da coluna de água por meio da  instalação das fundações 49 Moderada Grande Presença física de vasos e equipamentos/estruturas associadas 47 Moderada Grande Perturbação do fundo do mar e de outros usuários do mar por meio da  instalação de cabos submarinos 45 Moderada Média Ruído e movimento da lâmina de turbina 35 Alta Média Poluição de águas superficiais e linha costeira por detritos flutuantes 40 Moderada Média Reversão para condições de linha de base 37 Baixa Média Maior atividade de vasos para manutenção 26 Moderada Pequena Aumento da atividade de vasos 20 Baixa Pequena Redução de gases com efeito de estufa e emissões de escape de  combustão de combustível fóssil 18 Alta Pequena Distúrbios de ruído por meio do aumento de atividade de vaso e sonar/ sísmica 12 Baixa Pequena Perturbação do fundo do mar e geração de ruído por meio atividades  submersas 12 Moderada Pequena Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 213 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Quadro 3 – Análise de Impactos da Energia Eólica Onshore. Mecanismo de Impacto Magnitude Importância Significância Incidente que leva a derrame de óleo/combustível 135 Moderada Grande Incidente que leva a derrame químico 132 Moderada Grande Abertura ou reabilitação dos principais acessos 130 Alta Grande Construção ou readequação de pontes ou bueiros. 102 Moderada Grande Obras de drenagem pluvial 95 Alta Grande Recuperação paisagística da área do canteiro de obras e das áreas da  rede interna do parque 75 Moderada Grande Execução das escavações para construção das fundações das torres 71 Moderada Grande Acomodação dos colaboradores no município 63 Moderada Grande Construção da rede de energia interna do parque 60 Moderada Grande Perda de equipamento estrutural e componentes 55 Baixa Grande Moradias provisórias 54 Moderada Grande Presença e funcionamento dos aerogeradores 50 Alta Grande Existência de novos acessos e revitalização dos antigos 49 Alta Grande Presença da linha de transmissão de interligação do posto de seccionamento  à subestação e de entrega da energia gerada à rede receptora 49 Alta Grande Preparação da plataforma para montagem e manutenção 45 Baixa Média Remoção e transporte dos equipamentos 40 Moderada Média Construção da subestação elevadora 40 Moderada Média Montagem dos aerogeradores 35 Baixa Média Averbação dos terrenos 30 Moderada Média Instalação de turbina 30 Baixa Média Presença de subestação, edifício de comando, posto de seccionamento  e acessos 28 Alta Pequena Substituição de turbinas 24 Moderada Pequena Transporte das estruturas dos aerogeradores 20 Moderada Pequena Armazenamento temporário do material resultante das escavações 15 Baixa Pequena Manutenção de equipamentos 5 Moderada Pequena fatores de temporalidade e frequência altos, visto que  ocorrerão por toda a vida útil do empreendimento. Ao fim da análise, somados os coeficientes de magni- tude dos mecanismos dos impactos, foi obtido valor  final  de  magnitude  que  serve  como  valor  de  apre- ciação total do impacto de cada modalidade eólica.  Mediante esses dois valores, determinou-se a matriz  eólica que apresenta quantitativamente menor valor  de impacto. Para o empreendimento eólico offshore, o somatório  dos  mecanismos  de  impacto  resultou  valor  total  de  magnitude de 970. Para a classificação de importância,  em 22% dos impactos a classificação foi alta, em 50%  moderada e em 28% baixa. Para a classificação de sig- nificância, em 50% a classificação foi grande, em 22%  média e em 28% pequena. Para  o  empreendimento  eólico  onshore  o  soma- tório  dos  mecanismos  de  impacto  resultou  valor  Luz, C. D. et al. 214 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 total  de  magnitude  de  1.477.  Para  a  classificação  de  Importância, em 27% dos impactos a classificação foi  alta, em 54% moderada e em 19% baixa. Para a classifi- cação de significância, em 58% a classificação foi gran- de, em 23% média e em 19% pequena. Comparando  os  resultados  obtidos,  percebeu-se  va- riância de 66% entre os valores encontrados na avalia- ção de magnitude. Essa diferença ocorreu em função  de dois fatores: o número de mecanismos de impactos  identificados, total de 26 para eólica onshore e 18 para  eólica offshore, e a alteração ambiental decorrente de  obras de infraestrutura dos empreendimentos eólicos  onshore, os quais produzem alterações permanentes e  irreversíveis, como construção de estradas, diferente- mente dos empreendimentos eólicos offshore, que não  necessitam realizar muitas modificações no ambiente.  A mesma analogia aplica-se para avaliação de signifi- cância e importância, na qual a matriz eólica onshore apresentou  percentuais  de  impactos  de  significância  grande e de Importância alta, enquanto a matriz eólica  offshore apresentou valores percentuais elevados para  os  índices  de  significância  moderada  e  Importância  média.  Esse  resultado  ocorreu  porque  os  impactos  gerados pelos empreendimentos eólicos offshore são  em sua maioria impactos temporários, que deixam de  atuar na conclusão das atividades que os desencadea- ram, ou são impactos reversíveis. Sendo  assim,  os  resultados  indicam  que  o  empreen- dimento  eólico  offshore  apresenta  menor  índice  de  impacto no ambiente receptor do que o empreendi- mento onshore, com margem de 66,7% na avaliação,  confirmando a afirmação de que a matriz eólica offsho- re é menos impactante que a matriz eólica onshore. Comparando  os  resultados  obtidos  com  as  análises  realizadas  pelos  autores  citados  neste  artigo,  perce- be-se simetria na conclusão a respeito dos  impactos  ambientais; nos Apêndices 1 e 2, a relação impacto/ autor é descrita. Por exemplo, autores como Klain et al.  (2018), Wang et al. (2018) e NedwelL et al. (2003)) ao  avaliar  a  colisão  de  aves  nas  pás  eólicas  no  sistema  onshore, e autores como Drewitt e Langston (2006) e  Percival (2001) ao analisarem os sistemas offshore, su- gerem que o impacto de colisão por aves afeta apenas  o local de instalação dos parques e imediações, poden- do  ser  resolvidos  ou  evitados  previamente  por  meio  de análise de locação dos parques eólicos. Entretanto  a ocorrência desses eventos é preocupante e danosa,  devendo receber alto grau de atenção, o que corrobora  os dados encontrados neste trabalho, em que a pre- sença e o funcionamento dos aerogeradores, os quais  englobam ruídos,  impactos visuais e colisão de aves,  foram  classificados  como  alta  significância  e  grande  Importância, em ambos os modelos eólicos. Outro exemplo de comparação de análise dos autores  citados que corrobora os resultados obtidos neste es- tudo, é a avaliação sobre a influência no habitat e nas espécies locais em função da presença e da construção  dos empreendimentos eólicos. Enquanto Jaber (2013),  Pacheco e Santos (2012), Staut (2011) e Barbosa Filho  e  Azevedo  (2013)  destacam  a  perda  do  hábitat  e  o  efeito  prejudicial  sobre  espécies  em  empreendimen- tos onshore, classificados por esta análise com impor- tância alta e significância grande, McCombs, Mulligan  e  Boegman  (2014),  Hammar,  Wikström  e  Molander  (2014) e Floeter et al. (2017) destacam o impacto do  sistema  offshore  sobre  o  hábitat  e  as  espécies  mari- nhas como grave apenas nas fases de execução, com  possíveis vantagens para o ecossistema na fase de ope- ração em função do aumento da concentração de oxi- gênio e clorofila na água, causando diferenciação na  quantidade e no tipo de plâncton, na quantidade de  matéria orgânica e na formação de corais.,  Pode-se afirmar que os resultados obtidos nessa aná- lise estão em simetria com a análise apresentadas pe- los artigos e trabalhos citados, sendo possível creden- ciar os empreendimentos eólicos offshore como mais  vantajosos no âmbito ambiental que os empreendi- mentos onshore. O desenvolvimento de novas tecnologias para produ- ção  de  energia  limpa  não  atingirá  o  seu  objetivo  se  o  uso  pela  sociedade  não  for  eficiente.  Modificar  o  modo de consumo da energia produzida é fundamen- tal  principalmente  pelos  grandes  consumidores,  por  exemplo  pelas  instituições  de  ensino  (SILVA;  MOITA  NETO; LIRA, 2018). Vale ressaltar que a avaliação realizada é teórica e  que  avaliação  utilizando  empreendimentos  reais  pode  apresentar  diferentes  resultados  em  função  das  particularidades  de  localização  e  de  que  mui- tos  impactos apontados neste trabalho necessitam  de maiores pesquisas para classificação e avaliação  mais precisa. Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 215 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 CONCLUSÃO No que concerne a esta pesquisa, o reconhecimento  das fases de operação dos empreendimentos eólicos  e a identificação dos impactos e das etapas de ocor- rência,  causas  e  consequências,  possibilitadas  pela  revisão  de  literatura,  permitiram  observar  que  os  impactos  ambientais  decorrentes  desses  empreen- dimentos  não  apresentam  grande  repercussão  no  ambiente,  limitando-se em sua maioria a impactos  locais de maneira não acumulativa, os quais são pas- síveis de ações de controle. A avaliação quantitativa  dos coeficientes de magnitude, importância e signi- ficância evidenciou diferença de 66,7% entre os coe- ficientes de magnitude, e que os coeficientes de im- portância e significância apresentaram classificações  percentuais  mais  elevadas  para  empreendimentos  onshore.  Essa  diferença  nos  coeficientes  das  duas  modalidades  eólicas  ocorre  pois  parques  eólicos  onshore  causam  maiores  modificações  no  ambien- te  onde  são  instalados,  resultantes  das  obras  de  infraestrutura,  e  esses  impactos  são  quase  todos  permanentes  e  irreversíveis.  Em  contrapartida,  os  empreendimentos  offshore  não  apresentam  gran- des  modificações  ambientais,  visto  serem  implan- tados  na  água,  sem  a  necessidade  de  obras  de  in- fraestrutura de acesso e de tráfego de maquinários,  sendo esses  impactos em sua maioria temporários  e/ou  reversíveis.  Com  os  dados  obtidos,  a  hipóte- se do trabalho de que os empreendimentos eólicos  offshore são menos impactantes ao ambiente que os  empreendimentos onshore se faz verdadeira. REFERÊNCIAS AQUARET.  Welcome  to  the  Aqua-RET  E-learning  Tool.  Aquaret,  2018.  Disponível  em:  . Acesso em: 3 jan. 2018. ARANTEGUI,  R.  L.;  JÄGER-WALDAU,  A.  Photovoltaics  and  wind  status  in  the  European  Union  after  the  Paris  Agreement. Renewable and Sustainable Energy Reviews, v. 81, parte 2, p. 2460-2471, 2018. https://doi.org/10.1016/j. rser.2017.06.052 BARBOSA, A. C. L. Avaliação Ambiental do uso da energia eólica para usuários   de pequeno porte. 115f. Trabalho de  Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008. BARBOSA, R. P. Avaliação de risco e impacto ambiental. São Paulo: Saraiva, 2017. (Série Eixos). BARBOSA FILHO, W. P.; AZEVEDO, A. C. S. de. Impactos ambientais em usinas eólicas. Itajubá: Agrener, 2013. BARGHINI, A.; MEDEIRO, B. A iluminação artificial e o impacto sobre o meio ambiente. Revista Brasileira de Ciências  Ambientais (Online), n. 5, p. 4-15, 30 dez. 2006. BAT CONSERVATION TRUST. Portal. [2018?]. Disponível em: . Acesso em: 22 jun. 2018. BIELLO, D. How wind turbines affect your (very) local weather. 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2018. BISHOP, I.; MILLER, D. Visual assessment of offshore wind turbines: the influence of distance, contrast, movement and  social variables. Renewable Energy, v. 32, n. 5, p. 814-831, 2007. https://doi.org/10.1016/j.renene.2006.03.009 BISSET, R. Methods for environmental impact assessment: a selective survey with case studies. In: BISWAS, A. K.; GEPING,  Q. (orgs.). Environmental impact assessment for developing countries. Londres: Tycoly International, 1987. p. 3-64.  CASTRO, J. J.; SANTIAGO, J. A.; SANTANA-ORTEGA, A. T. A general theory on fish aggregation to floating objects: An  alternative to the meeting point hypothesis. Reviews in Fish Biology and Fisheries, v. 11, p. 255-277, 2002. http://www.aquaret.com/index-2.html http://www.aquaret.com/index-2.html https://doi.org/10.1016/j.rser.2017.06.052 https://doi.org/10.1016/j.rser.2017.06.052 http://www.bats.org.uk/ https://www.scientificamerican.com/article/how-wind-turbines-affect-temperature/ https://www.scientificamerican.com/article/how-wind-turbines-affect-temperature/ https://doi.org/10.1016/j.renene.2006.03.009 Luz, C. D. et al. 216 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 CHEN, S. Are wind farms changing the weather in China. South China Morning Post, 2010. DAILY, S. Wind farms impacting weather. 2005. Disponível em: . Acesso em: 12 maio 2018. DEE, N.; BAKER, J.; DROBNY, N.; DUKE, K.; WHITMAN, I.; FAHRINGER, D. An environmental evaluation system for water  resources planning. Water Resources Research, v. 9, n. 3, p. 523-535, 1973. https://doi.org/10.1029/WR009i003p00523 DREWITT, A. L.; LANGSTON, R. H. W. Assessing the impacts of wind farms on birds. Ibis, v. 148, supl. 1, p. 29-42, mar.  2006. https://doi.org/10.1111/j.1474-919X.2006.00516.x FAYRAM, A. H.; RISI, A. de. The potential compatibility of offshore wind power and fisheries: an example using bluefin  tuna  in  the  Adriatic  Sea.  Ocean  &  Coastal  Management,  v.  50,  n.  8,  p.  597-605,  2007.  https://doi.org/10.1016/j. ocecoaman.2007.05.004 FINUCCI, M. Metodologias utilizadas na avaliação do impacto ambiental para a  liberação comercial do plantio de  transgênicos. 2010. 230f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Saúde Pública, Faculdade de Saúde  Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, 2010. FLOETER, J.; VAN BEUSEKOM, E. E.; AUCH, D.; CALLIES, U.; CARPENTER, J.; DUDECK, T.; EBERLE, S.; ECKHARDT, A.;  GLOE, D.; HÄNSELMANN, K.; HUFNAGL, M.; JANSEN, S.; LENHART, H.; MÖLLER, K. O.; NORTH, R. P.; POHLMANN, T.;  RIETHMÜLLER, R.; SCHULZ, S.; SPREIZENBARTH, S.; TEMMING, A.; WALTER, B.; ZIELINSKI, O.; MÖLLMANN, C. Pelagic  effects of offshore wind farm foundations in the stratified North Sea. Progress in Oceanography, v. 156, p. 154-173,  2017. https://doi.org/10.1016/j.pocean.2017.07.003 FOGLIATTI, M. C.; FILIPPO, S.; GOUDARD, B. Avaliação de impactos ambientais: aplicação aos sistemas de transporte.  Rio de Janeiro: Interciência, 2004 GLOBAL WIND REPORT COUNCIL (GWRC). Global Wind Report: annual market update 2016. GWRC, 2016. Disponível  em: . Acesso em: 21 ago. 2017. GORAYEB, A.; BRANNSTROM, C. Caminhos para uma Gestão participativa dos recursos energéticos de matriz renovável  (Parques  Eólicos)  no  Nordeste  do  Brasil.  Mercator,  Fortaleza,  v.  15,  n.  1,  p.  101-115,  jan./mar.  2016.  https://doi. org/10.4215/RM2016.1501.0008  HAMMAR,  L.;  WIKSTRÖM,  A.;  MOLANDER,  S.  Assessing  ecological  risks  of  offshore  wind  power  on  Kattegat  cod.  Renewable Energy, v. 66, p. 414-424, 2014. https://doi.org/10.1016/j.renene.2013.12.024 HODOS, W. Minimization of motion smear: Reducing avian collisions with wind turbines: Period of Performance:  July  12,  1999  to  August  31,  2002.  Report  NREL/SR-  500-33249.  Washington,  D.C.:  National  Renewable  Energy  Laboratory, 2003. INGER, R.; ATTRILL, M.J.; BEARHOP, S.; BRODERICK, A.C.; GRECIAN, W.J.; HODGSON, D.J.; MILLS, C.; SHEEHAN, E.; VOTIER,  S.C.; WITT, M.J.; GODLEY, B. J. Marine renewable energy: potential benefits to biodiversity? An urgent call for research.  Journal of Applied Ecology, v. 46, n. 6, p. 1145-1153, 2009. https://doi.org/10.1111/j.1365-2664.2009.01697.x JABER, S. Environmental Impact Wind Energy. Journal of Clean Energy Technologies, v. 1, n. 3, 2013. JOSIMOVIC, B.; PETRIC, J.; MILIJIC, S. The Use of the Leopold Matrix in Carrying Out the EIA for Wind Farms in Serbia.  Energy and Environment Research, Boca Raton, v. 4, n. 1, p. 43-54, 2014. https://doi.org/10.5539/eer.v4n1p43 KEITH, D. W.; DECAROLIS, J. F.; DENKENBERGER, D. C.; LENSCHOW, D. H.; MALYSHEV, S. L.; PACALA, S.; RASCH, P. J. The  influence of large-scale wind power on global climate. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United  States of America, v. 101, n. 46, p. 16115-16120, 2004. https://doi.org/10.1073/pnas.0406930101 http://sciencedaily.com/videos/2005/1012-wind https://doi.org/10.1029/WR009i003p00523 https://doi.org/10.1111/j.1474-919X.2006.00516.x https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2007.05.004 https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2007.05.004 https://doi.org/10.1016/j.pocean.2017.07.003 http://files.gwec.net/files/GWR2016.pdf https://doi.org/10.4215/RM2016.1501.0008 https://doi.org/10.4215/RM2016.1501.0008 https://doi.org/10.1016/j.renene.2013.12.024 https://doi.org/10.1111/j.1365-2664.2009.01697.x https://doi.org/10.5539/eer.v4n1p43 https://doi.org/10.1073/pnas.0406930101 Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 217 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 KLAIN, S. C.; SATTERFIELD, T.; SINNER, J.; ELLIS, J. I.; CHAN, K. M. A. Bird Killer, Industrial Intruder or Clean Energy?  Perceiving Risks to Ecosystem Services Due to an Offshore Wind Farm. Ecological Economics, v. 143, p. 111-129, 2018.  https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2017.06.030 LANGSTON,  R.  H.  W.;  PULLAN,  J.  D.  Windfarms  and  birds:  an  analysis  of  windfarms  on  birds,  and  guidance  on  environmental assessment criteria and site selection issues. Technical Report. Strasbourg: International to the Council  of Europe (Bern Convention); Royal Society for Protection of Birds (RSPB)/Birdlife, 2003. LEIMEISTER, M.; KOLIOS, A. A review of reliability-based methods for risk analysis and their application in the onshore  wind  industry.  Renewable  and  Sustainable  Energy  Reviews,  v.  91,  p.  1065-1076,  2018.  https://doi.org/10.1016/j. rser.2018.04.004 LEOPOLD,  L.  B.;  CLARKE,  F.  E.;  HANSHAW,  B.  B.;  BALSLEY,  J.  R.  A  procedure  for  evaluating  environmental  impact.  Washington: U. S. Geological Survey, 1971. 13p. (circular 645). https://doi.org/10.3133/cir645 LEVANTAMENTO  DE  ASPECTOS  E  IMPACTOS  AMBIENTAIS  (LAIA).  Base  Naval  de  Aratu.  Marinha  do  Brasil,  2017.  Disponível  em:  .  Acesso  em: 25 mar. 2018. MALHEIROS, A. L.; NOCKO, H. F.; GRAUER, A. Estudo da dispersão atmosférica de poluentes, utili  zando o modelo ISCST3  (Industrial Source Complex) para a usina termoelétrica de Agudos do Sul (município de agudos do sul/PR). Relatório  KCC – geração de energia elétrica LTDA. Curitiba, 2009. MARARAKANYE, N.; BEKKER, B. Renewable energy integration impacts within the context of generator type, penetration  level  and  grid  characteristics.  Renewable  and  Sustainable  Energy  Reviews,  v.  108,  p.  441-451,  2019.  https://doi. org/10.1016/j.rser.2019.03.045 MASDEN, E. A.; REEVE, R.; DESHOLM, M.; FOX, A. D.; FURNESS, R. W.; HAYDON, D. T. Assessing the impact of marine  wind farms on birds through movement modelling. Journal of the Royal Society Interface, Londres, v. 9, n. 74, p. 2120- 2130, 2012. https://doi.org/10.1098/rsif.2012.0121 MATULJA, A.; FAVARO, A.; GIARETTA, J.; PADILHA, M.; COUTINHO, S.; CEZARE, J.; PHILIPPI JR., A.; ROSSIN, A. Mudanças  climáticas e serviços essenciais na América do Sul: uma experiência de reflexão coletiva. Revista Brasileira de Ciências  Ambientais (Online), n. 18, p. 38-48, 2010. MCCOMBS, M. P.; MULLIGAN, R. P.; BOEGMAN, L. Offshore wind farm impacts on surface waves and circulation in  Eastern Lake Ontario. Coastal Engineering, v. 93, p. 32-39, 2014. https://doi.org/10.1016/j.coastaleng.2014.08.001 MEDEIROS, S. S.; AQUINO, F. N. P. M.; BARROS, P. G. F.; MOURA, L. L. M.; ARAÚJO, A. E. Energia eólica: um estudo sobre  a percepção ambiental no município de Currais Novos/RN. Holos, v. 3, 2009. https://doi.org/10.15628/holos.2009.248 MENDES, L.; COSTA, M.; PEDREIRA, M. J. A energia eólica e o ambiente: guia de orientação para a avaliação ambiental.  Alfragide:  Instituto  do  Ambiente,  2002.  Disponível  em:  . Acesso em: 25 mar. 2017. MEYER, M. F.; SEIXAS, A. S.; MELO, I. M. L.; CASSIANO, L. J. S.; RAPOSO, L. Q. Energia Eólica e seus impactos ambientais.  In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIAS PARA O MEIO AMBIENTE. 4., 2014, Bento Gonçalves. Anais [...].  Bento Gonçalves, 2014. MOURA-FÉ,  M.  M.;  PINHEIRO,  M.  V.  A.  Os  parques  eólicos  na  zona  costeira  do  Ceará  e  os  impactos  ambientais  associados. Revista Geonorte, Manaus, v. 9, n. 1, p. 22-41, 2013. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2017.06.030 https://doi.org/10.1016/j.rser.2018.04.004 https://doi.org/10.1016/j.rser.2018.04.004 https://doi.org/10.3133/cir645 https://www.marinha.mil.br/bna/levantamento-de-aspectos-e-impactos-ambientais-bna https://doi.org/10.1016/j.rser.2019.03.045 https://doi.org/10.1016/j.rser.2019.03.045 https://doi.org/10.1098/rsif.2012.0121 https://doi.org/10.1016/j.coastaleng.2014.08.001 https://doi.org/10.15628/holos.2009.248 https://docplayer.com.br/11812951-A-energia-eolica-e-o-ambiente-guia-de-orientacao-para-a-avaliacao-ambiental.html https://docplayer.com.br/11812951-A-energia-eolica-e-o-ambiente-guia-de-orientacao-para-a-avaliacao-ambiental.html Luz, C. D. et al. 218 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 NEDWELL, J. R.; LANGWORTHY, J.; HOWELL, D. Assessment of sub-sea acoustic noise and vibration from offshore wind  turbines and its impact on marine wildlife: initial measurements of underwater noise during construction of offshore  windfarms,  and  comparison  with  background  noise.  Subacoustech  Report  Reference:  544R0424.  COWRIE,  2004.  Disponível  em:  . Acesso em: 21 maio 2018. PACHECO, C. S. G. R.; SANTOS, R. P. Parques eólicos e transformações espaciais: uma análise dos impactos socioambientais  na região de Sento Sé/BA. Revista Brasileira de Geografia Física, Recife, v. 5, n. 5, p. 1243-1258, 2012. https://doi. org/10.26848/rbgf.v5.5.p1243-1258 PERCIVAL, S. M. Assessment of the effects of offshore wind farms on birds: Technical Report. Didcot: Department of  Trade and Industry (DTI) Sustainable Energy Programmes; East Tennessee State University (ETSU), 2001.  PERES, M. B.; BERED, A. R. Critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos: considerações sobre os  potenciais impactos ecológicos na planície costeira no Rio Grande do Sul, Brasil. In: CONGRESSO SOBRE PLANEJAMENTO  E GESTÃO DAS ZONAS COSTEIRAS DOS PAÍSES DE EXPRESSÃO PORTUGUESA. 2., Recife. Anais [...]. Recife, 2003. RAADAL, H. L.; VOLD, B. I.; MYHR, A.; NYGAARD, T. A. GHG emissions and energy performance of offshore wind power.  Renewable Energy, v. 66, p. 314-324, 2014. https://doi.org/10.1016/j.renene.2013.11.075 RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA). Complexo Eólico Harmonia. 2014a. RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA). Complexo Eólico Serra Azul. 2015. RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA). Parques Eólicos Rosa dos Ventos I e II. 2014b. RIBEIRO, C. M. S. Construção de parques eólicos marítimos: processos e direção de obra. 2015. Dissertação (Mestrado  em engenharia civil) – Faculdade de Engenharia Universidade do Porto, Porto, 2015 RICHIERI, S. Avaliação do impacto das mudanças climáticas globais nos mangues tropicais. Revista Brasileira de Ciências  Ambientais (Online), n. 6, p. 14-20, 30 abr. 2007. ROCHA, J. S. M. Manual de projetos ambientais. Santa Maria: Imprensa Universitária, 1997. 423 p. SILVA, C.; GARRAFA, M.; NAVARENHO, P.; GADO, R.; YOSHIMA, S. A biomassa como alternativa energética para o brasil.  Revista Brasileira de Ciências Ambientais (Online), n. 2, p. 25-36, 30 dez. 2005. SILVA,  M.  D.  da.  Tipificação  de  fundações  de  torres  eólicas  em  parques  industriais,  para  diferentes  tipos  de  solo.  Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Lisboa, 2014. SILVA, O. A.; MOITA NETO, J.; LIRA, M. A. Análise envoltória de dados para a gestão energética em instituições de ensino  superior multicampi. Revista Brasileira de Ciências Ambientais (Online), n. 50, p. 78-96, 2018. https://doi.org/10.5327/ Z2176-947820180401 SIMAS, M.; PACCA, S. Energia eólica, geração de empregos e desenvolvimento sustentável. Estudos Avançados, São Paulo,  v. 27n. n. 77, p. 99-116, [jan.]. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103- 40142013000100008&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 22 jun. 2018. SOUSA, R. N.; VEIGA, M. M.; MEECH, J.; JOKINEN, J.; SOUSA, A. J. A simplified matrix of environmental impacts to  support an intervention program in a small-scale mining site. Journal of Cleaner Production, v. 19, n. 6-7, p. 580-587,  2011. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2010.11.017 SOVERNIGO, M. H. Impacto dos aerogeradores sobre a avifauna e quiropterofauna no Brasil. 60f. Trabalho de Conclusão  de Curso (Bacharel em Ciências Biológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. https://tethys.pnnl.gov/publications/assessment-sub-sea-acoustic-noise-vibration-offshore-wind-turbines-its-impact-marine https://tethys.pnnl.gov/publications/assessment-sub-sea-acoustic-noise-vibration-offshore-wind-turbines-its-impact-marine https://doi.org/10.26848/rbgf.v5.5.p1243-1258 https://doi.org/10.26848/rbgf.v5.5.p1243-1258 https://doi.org/10.1016/j.renene.2013.11.075 https://doi.org/10.5327/Z2176-947820180401 https://doi.org/10.5327/Z2176-947820180401 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142013000100008&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142013000100008&lng=en&nrm=iso https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2010.11.017 Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 219 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Spiropoulou,  I.  &  Karamanis,  D.  &  Kehayias,  George.  (2014).  Offshore  wind  farms  development  in  relation  to  environmental protected areas. Sustainable Cities and Society. 14. 10.1016/j.scs.2014.05.006. STAMM, H. R. Método para avaliação de impacto ambiental (AIA) em projetos de grande porte: estudo de caso de uma  usina termelétrica. 284f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade  Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.  STAUT, F. O processo de implantação de parques eólicos no nordeste brasileiro. 164f. Dissertação (Mestrado) – Escola  Politécnica, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2011. SUSTAINABLE DEVELOPMENT COMMISSION (SDC). Wind power in the UK: a guide to the key issues surrounding onshore  wind power development in the UK. Londres: Sustainable Development Commission, 2005. THOMSEN, F.; LÜDEMANN, K.; KAFEMANN, R.; PIPER, W. Effects of offshore wind farm noise on marine mammals and  fish, biola. Hamburgo: COWRIE LTD., 2006.  TOMMASI, L. R. Estudo de impacto ambiental. São Paulo: CETESB: Terragraph Artes e Informática, 1994.  VEGA, D.; MATTHEWS, J. C. G.; NORIN, L.; ANGULO, I. Mitigation Techniques to Reduce the Impact of Wind Turbines on  Radar Services. Energies, v. 6, n. 6, p. 2859-2873, 2013. https://doi.org/10.3390/en6062859 WANG, B.; WANG, Q.; WEI, Y.-M.; LI, Z.-P. Role of renewable energy in China’s energy security and climate change  mitigation: An index decomposition analysis. Renewable and Sustainable Energy Reviews, v. 90, p. 187-194, 2018.  https://doi.org/10.1016/j.rser.2018.03.012 WILLIS, C. K. R.; BARCLAY, R. M. R.; BOYLES, J. G.; BRIGHAM, R. M.; BRACK JR., V.; WALDIEN, D. L.; REICHARD, J. Bats are  not birds and other problems with Sovacool’s analysis of animal fatalities due to electricity generation. Energy Policy,  v. 38, n. 4, p. 2067-2069, 2009. https://doi.org/10.1016/j.enpol.2009.08.034 WILSON, J. C. Offshore wind farms: their impacts and potential habitat gains as artificial reefs, in particular for fish.  M.Sc. Dissertation, University of Hull & The Institute of Estuarine and Coastal Studies, September 2007. WILSON, J. C.; ELLIOTT, M.; CUTTS, N. D.; MANDER, L.; MENDÃO, V.; PEREZ-DOMINGUEZ, R.; PHELPS, A. Coastal and  Offshore Wind Energy Generation: Is It Environmentally Benign? Energies, v. 3, n. 7, p. 1383-1422, 2010. https://doi. org/10.3390/en3071383 Este é um artigo de acesso aberto distribuído nos termos de licença Creative Commons. https://doi.org/10.3390/en6062859 https://doi.org/10.1016/j.rser.2018.03.012 https://doi.org/10.1016/j.enpol.2009.08.034 http://M.Sc https://doi.org/10.3390/en3071383 https://doi.org/10.3390/en3071383 Luz, C. D. et al. 220 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Apêndice 1 – Aspectos e impactos da energia eólica onshore. Atividade Mecanismo de impacto Impacto Ambiental Autores Locação de  trabalhadores Acomodação dos  colaboradores no  município Geração de resíduos e esgoto  sanitário e industrial,  Aumento do consumo de água  e energia elétrica (GWRC, 2016); (MEDEIROS  et al., 2009); (MENDES; COSTA;  PEDREIRA, 2002); (MEYER et al.,  2014); (PERES; BERED, 2003);  (RIMA, 2014a; 2014b; 2015);  (SILVA, 2014) Moradias provisórias Infraestrutura  inicial para obras Abertura ou  reabilitação dos  principais acessos Geração de poeira e ruídos (BARBOSA FILHO; AZEVEDO,  2013); (GORAYEB; BRANNSTROM,  2016); (JOSIMOVIC; PETRIC;  MILIJIC, 2014); (MEDEIROS  et al., 2009); (MENDES; COSTA;  PEDREIRA, 2002); (MEYER et al.  2014); (PACHECO; SANTOS, 2012);  (PERES; BERED, 2003); (RIMA,  2014a; 2014b; 2015); (SDC, 2005) Obras de drenagem  pluvial Alteração da qualidade da  água superficial, Geração de  poeira e ruídos, Erosão do solo Construção ou  readequação de pontes  ou bueiros Geração de resíduos de  construção Fundação Execução das  escavações para  construção das  fundações das torres Geração de poeira e ruídos (GORAYEB; BRANNSTROM, 2016);  (JABER, 2013); (MEYER et al.,  2014); (MOURA-FÉ; PINHEIRO,  2013); (RIMA, 2014a; 2014b);  (SDC, 2005); (SILVA, 2014);  (SOUSA et al., 2011) Preparação da  plataforma para  montagem e  manutenção Interferência sobre a flora,  Geração de poeira e ruídos,  Erosão do solo Armazenamento  temporário do  material resultante das  escavações Erosão do solo Transporte Transporte das  estruturas dos  aerogeradores Contaminação do solo por  óleos e combustíveis.  Geração de poeira e ruídos (FOGLIATTI; FILIPPO; GOUDARD,  2004); (RIMA, 2014a; 2014b; 2015) Montagem Montagem dos  aerogeradores Geração de ruídos,  Contaminação do solo por  óleos e combustíveis,  Geração de resíduos (RIMA, 2014a; 2014b; 2015) Continua... Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 221 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Atividade Mecanismo de impacto Impacto Ambiental Autores Construção de  subestações  de energia e infraestrutura Construção da rede  de energia interna do parque Geração de resíduos da  construção,  Geração de poeira e resíduos, Contaminação do solo por  óleos e combustíveis (BARBOSA FILHO; AZEVEDO,  2013); (MEYER et al., 2014);  (RIMA, 2014a; 2014b; 2015) Construção da  subestação elevadora Geração de efluentes  sanitários, Geração de resíduos  sólidos e líquidos Recuperação da  área Recuperação paisagística  da área do canteiro de obras e das áreas da  rede interna do parque Geração de empregos,  Aumento de consumo de água  e energia elétrica (MEYER et al., 2014); (RIMA,  2014a; 2014b; 2015); (SIMAS;  PACCA, 2014) Instalação da  turbina Instalação de turbina Presença física das super  estruturas (DREWITT; LANGSTON, 2006);  (RIMA, 2014a; 2014b; 2015) Comissionamento Averbação dos  terrenos Geração de renda aos  proprietários das terras (RIMA, 2014a; 2014b; 2015);  (SOVERNIGO, 2009) Subestações de  energia Presença da subestação,  edifício de comando,  posto de seccionamento  e acessos Geração de resíduos sólidos e  líquidos (efluentes sanitários) (DREWITT; LANGSTON, 2006);  (MEDEIROS et al., 2009);  (PACHECO; SANTOS, 2012);  (RIMA, 2014a; 2014b; 2015) Presença da linha  de transmissão de  interligação do posto  de seccionamento  à subestação e de  entrega da energia gerada à rede receptora Alteração da paisagem Operação Presença e  funcionamento dos  aerogeradores Geração de ruídos Impacto com aves Influência em ondas de rádio (BARBOSA, 2008); (BARGHINI;  MEDEIRO, 2006); (BIELLO, 2010);  (CHEN, 2010); (DAILY, 2005);  (DREWITT; LANGSTON, 2006);  (HODOS, 2003); (JABER, 2013);  (LANGSTON & PULLAN, 2003);  (MEDEIROS et al., 2009); (MEYER  et al., 2014); (MOURA-FÉ; PINHEIRO,  2013); (PACHECO; SANTOS, 2012);  (RIMA, 2014a; 2014b); (SDC, 2005);  (SOVERNIGO, 2009); (STAMM,  2003); (NEDWELL et al., 2003);  (VEGA, 2013); (WILLIS et al., 2009) Existência de novos  acessos e revitalização  dos antigos Melhoria da malha viária  municipal Manutenção de  equipamentos Geração de resíduos,  Contaminação do solo por  óleos, graxas e combustíveis Apêndice 1 – Continuação. Continua... Luz, C. D. et al. 222 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Atividade Mecanismo de impacto Impacto Ambiental Autores Riscos ocasionais  não previstos Incidente que leva a  derrame químico Poluição química (BARBOSA FILHO; AZEVEDO,  2013); (MEYER et al. 2014);  (MOURA-FÉ; PINHEIRO, 2013);  (SDC, 2005) Incidente que leva  a derrame de óleo/ combustível Poluição por óleo Perda de equipamento  estrutural e  componentes Geração de detritos Desativação do  empreendimento,  remoção de  maquinário Remoção e transporte  dos equipamentos Contaminação do solo por  óleos e combustíveis,  Geração de poeira e ruídos (BARBOSA FILHO; AZEVEDO,  2013); (BARBOSA, 2008); (BIELLO,  2010); (CHEN, 2010); (DAILY,  2005); (MEYER et al., 2014);  (PERES; BERED, 2003); (RIMA,  2014a; 2014b; 2015) Destinação a todos os  elementos retirados Geração de resíduos Plano de recuperação  final de todas as áreas  afetadas. Alteração da paisagem Substituição de  turbinas Negócios locais e emprego  oportunidades Apêndice 1 – Continuação. Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 223 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Apêndice 2 – Aspectos e impactos da energia eólica offshore. Atividade Mecanismo de impacto Impacto ambiental Autores Levantamento Perturbação do fundo  do mar por meio  amostragem Perda localizada de substratos,  plantas e animais no fundo do mar  por meio de amostragens; Geração de empregos (AQUARET, 2018); (CASTRO;  SANTIAGO; SANTANA- ORTEGA 2002); (FAYRAM;  RISI, 2007); (FLOETER et al.,  2017); (HAMMAR; WIKSTRÖM;  MOLANDER, 2014); (  SPIROPOULOU et al., 2015 );  (NEDWELL; LANGWORTHY;  HOWELL, 2004); (RIBEIRO, 2015);  (WILSON et al., 2010) Distúrbios de ruído  por meio do aumento  atividade de vaso e sonar/ sísmico Dano potencial para espécies de  peixes; Perturbação do comportamento  dos mamíferos marinhos Perturbação do leito  do mar e da coluna da  água durante e após a  dragagem Aumento da turbidez da água;  Remoção de plantas e animais;  Perturbação de espécies  protegidas;  Interrupção temporária para  outros usuários do mar Fundação e  infraestrutura  de instalação Presença física de vasos e  equipamentos/estruturas  associadas Perturbação potencial para  mamíferos marinhos;  Aumento do potencial risco de  navegação para outros usuários do  mar;  Criação de zonas de exclusão  para outros usuários incluindo  pescadores (AQUARET, 2018); (CASTRO;  SANTIAGO; SANTANA- ORTEGA 2002); (FAYRAM;  RISI, 2007); (FLOETER et al.,  2017); (HAMMAR; WIKSTRÖM;  MOLANDER, 2014); (JABER,  2013); (MCCOMBS; MULLIGAN;  BOEGMAN, 2014); (MEDEIROS  et al., 2009); (NEDWELL;  LANGWORTHY; HOWELL, 2004);  (WILSON, 2007); (WRATTEN et al.,  2005)  Perturbação do fundo do  mar e geração de ruído  por meio da acumulação Impacto local localizado no fundo  do mar sobre espécies e hábitat Perturbação do fundo do  mar e da coluna de água  por meio de instalação  das fundações Alterações hidrológicas e padrões  de sedimentação;  As instalações podem atuar como  recifes artificiais e dispositivos de  agregação de peixe;  Aumento do potencial de risco de  navegação para outros usuários do  mar;  Interferência nos padrões de  migração Perturbação do fundo  do mar e de outros  usuários do mar por meio  da instalação de cabos  submarinos Suspensão de sedimentos e  matéria particulada na coluna de  água Continua... Luz, C. D. et al. 224 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Apêndice 2 – Aspectos e impactos da energia eólica offshore. Atividade Mecanismo de impacto Impacto ambiental Autores Instalação de  turbina Presença física da  superespacial estruturas Criação de sombra de vento a  favor das estruturas instaladas;  Mudanças na paisagem e no mar,  Intrusão visual, Interferência da  navegação recreativa;  Colisão entre pássaros e turbinas  (tanto migratórias quanto  residentes) (AQUARET, 2018); (BAT  CONSERVATION TRUST, 2018);  (BISHOP; MILLER, 2007);  (DREWITT; LANGSTON, 2006);  (HODOS, 2003); (LANGSTON &  PULLAN, 2003); (MASDEN et al.  2012); (PERCIVAL, 2001); (KLAIN  et al., 2018); (WILLIS et al., 2009) Extração de  vento geração  de energia. Movimento da lâmina de  turbina Interferência por meio  de instalações de radar,  telecomunicações e televisões (BAT CONSERVATION TRUST,  2018); (BIELLO, 2010); (GWRC,  2016); (HAMMAR; WIKSTRÖM;  MOLANDER, 2014); (HODOS,  2003); (LANGSTON & PULLAN,  2003); (MALHEIROS; NOCKO;  GRAUER, 2009); (MASDEN  et al. 2012); (PERCIVAL, 2001);  (RAADAL et al., 2014); (RICHIERI,  2007); (KLAIN et al., 2018);  (VEGA, 2013); (WILSON, 2007) Ruído gerado por turbinas Redução de gases  com efeito de estufa  e emissões de escape  de combustão de  combustível fóssil Redução da poluição atmosférica e  gás estufa Redução de efeitos ecológicos  resultantes de emissões de gases  de efeito estufa e poluição do ar Energia limpa produzida ajudando  a atender metas nacionais /  internacionais Transmissão de  eletricidade por meio de  cabo submarino Os campos eletromagnéticos  (EMF) podem afetar mamíferos  marinhos que passam pela  vizinhança da instalação Incidente  que leva a  derrame  químico Poluição química Mudanças locais/generalizadas na  água e em sedimentos químicos.  A poluição por óleo pode  afetar outros usuários do mar  exemplo: piscicultores, turistas e  marinheiros etc.  Espécies e habitat podem ser  prejudicados e danificados pela  poluição química (CASTRO; SANTIAGO; SANTANA- ORTEGA 2002); (FAYRAM;  RISI, 2007); (GWRC, 2016);  ( HAMMAR; WIKSTRÖM;  MOLANDER, 2014); (NEDWELL;  LANGWORTHY; HOWELL, 2014);  (NEDWELL et al., 2004 ) Incidente  que leva a  derrame  de óleo/  combustível Poluição por óleo Tábuas de petróleo transitórias  em águas superficiais e risco de  poluição no fundo do mar no  decorrer do prazo; Espécies e habitat podem ser  prejudicados e danificados pela  poluição por óleo; A poluição por óleo pode afetar  outros usuários do mar, por  exemplo: piscicultores, turistas e  marinheiros etc. (CASTRO; SANTIAGO; SANTANA- ORTEGA 2002);(FAYRAM; RISI,  2007); (GWRC, 2016); (HAMMAR;  WIKSTRÖM; MOLANDER, 2014);  (NEDWELL; LANGWORTHY;  HOWELL, 2014) Continua... Avaliação dos impactos ambientais em parques eólicos offshore e onshore utilizando a Matriz de Leopold 225 RBCIAMB | v.55 | n.2 | jun 2020 | 206-225 - ISSN 2176-9478 Atividade Mecanismo de impacto Impacto ambiental Autores Perda de equipamento/  componentes  estruturais Perturbação do fundo do  mar do por afundamento  de detritos Mudanças no perfil do fundo do  mar e composição do fundo do  mar;  Perigo adicional para a navegação,  interrupção de pescaria;  Interrupção localizada das espécies  e dos hábitats do fundo do mar (BISSET, 1987); (CASTRO;  SANTIAGO; SANTANA-ORTEGA  2002); (FAYRAM; RISI, 2007);  (GWRC, 2016); ( HAMMAR;  WIKSTRÖM; MOLANDER, 2014);  (NEDWELL; LANGWORTHY;  HOWELL, 2014); (THOMSEN et al.,  2006); (NEDWELL et al., 2004 ) Poluição de águas  superficiais e linha  costeira por detritos  flutuantes Perturbação dos hábitats costeiros  por meio de sufocação e danos às  espécies por meio de ingestão/ emaranhamento;  Risco de liberação de óleos,  combustíveis e outros poluentes;  Risco de liberação de substâncias  (fluidos hidráulicos) Remoção total  de instalação Reversão para condições  de linha de base Perturbação potencial dos  ecossistemas estabelecida e  adaptada para pós-instalação  condições hidrográficas;  Impactos em espécies de peixes  serão erradicados;  Dispersão de qualquer sedimento  acumulado em torno da  instalação;  Perda de áreas de sombra de  vento em torno da instalação;  Perda de qualquer efeito  calmante em torno da instalação  (movimento atual e ação de onda) (BISHOP; MILLER, 2007);  (FAYRAM; RISI, 2007); (HAMMAR;  WIKSTRÖM; MOLANDER, 2014);  (JABER, 2013); (MASDEN et al.,  2012); (MCCOMBS; MULLIGAN;  BOEGMAN, 2014); (PERCIVAL,  2001); (THOMSEN et al., 2006) Substituição  de turbinas Aumento da atividade de  vasos Perturbação potencial para  mamíferos marinhos (CASTRO; SANTIAGO;  SANTANA-ORTEGA 2002);  (FINUCCI, 2010); (HAMMAR;  WIKSTRÖM; MOLANDER, 2014);  ( SPIROPOULOU et al., 2015 );  (THOMSEN et al., 2006) Negócios locais e  emprego oportunidades Potenciais benefícios econômicos  da utilização de recursos locais,  empresas de suporte e serviços Apêndice 2 – Aspectos e impactos da energia eólica offshore.