35 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 Vera Lúcia dos Santos Costa Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Teresina (PI), Brasil. Jaíra Maria Alcobaça Gomes Professora do Departamento de Ciências Econômicas e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, UFPI – Teresina (PI), Brasil. Maria da Conceição Prado de Oliveira Professora do Departamento de Ciências Biológicas, UFPI – Teresina (PI), Brasil. Carla Ledi Korndörfer Professora do Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Piauí (UESPI) – Campo Maior (PI), Brasil. Endereço para correspondência: Vera Lúcia dos Santos Costa – Rua Lucídio Portela, 1.073 – Piauí – CEP 64208-410 – Parnaíba (PI), Brasil – E-mail: eco.vera09@gmail.com Recebido: 15/02/2017 Aceito: 03/04/2018 RESUMO A carnaúba (Copernicia prunifera (Mill.) H. E. Moore), em seu habitat natural, contribui para o equilíbrio ecológico. Este estudo teve como objetivos: quantificar o estoque de carbono (EC) presente no estipe e nas folhas de carnaúba e verificar em que tipo de área a planta tem maior EC, com a finalidade de difundir a conservação ambiental da espécie. O experimento foi realizado em uma fazenda do município de Campo Maior, Piauí, nos meses de julho a dezembro de 2013, onde se fez a amostragem por parcelas em ambientes distintos. Utilizou-se uma equação alométrica para calcular a biomassa e, a partir desta, quantificou-se o EC e realizou-se o teste t de Student. O estoque total de carbono foi de 14,71 kg.ha-1. Concluiu-se que as carnaúbas presentes nas margens do rio têm, em média, um estoque maior de carbono (4,72 kg) do que as que estão presentes em áreas secas (2,33 kg). Com isso, recomenda-se que a conservação da espécie deva ocorrer em áreas estratégicas por prestar esse serviço ecossistêmico. Palavras-chave: serviço ecossistêmico; sequestro de carbono; conservação. ABSTRACT Copernicia prunifera (Mill.) H. E. Moore (carnauba), in its natural habitat, contributes to the ecological balance. The study aimed to quantify the carbon stock present in the carnauba stem and leaves and to check in which type of area the carnauba has a higher carbon stock. This way, we may diffuse the need of conservation of the species. The experiment was conducted at the farm of municipality of Campo Maior, Piauí, Brazil, from July to December 2013, and the sampling plots were performed in different environments. We used allometric equation for estimating biomass, from which we quantified the carbon stock, and the t-test was applied. The carbon stock was 14.71 kg ha-1. We conclude that the carnaubas on the river banks have, on average, greater carbon stock (4.72 kg) than those present in dry areas (2.33 kg). Thereby, we encourage the conservation of the species should occur in strategic areas for providing this ecosystem service. Keywords: ecosystem service; carbon sequestration; conservation. DOI: 10.5327/Z2176-947820180237 QUANTIFICAÇÃO DO ESTOQUE DE CARBONO DA COPERNICIA PRUNIFERA (MILL.) H. E. MOORE EM ÁREAS DISTINTAS QUANTIFICATION OF CARBON STOCK COPERNICIA PRUNIFERA (MILL.) H. E. MOORE IN DIFFERENT AREAS Costa, V.L.S. et al. 36 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 INTRODUÇÃO O reconhecimento da importância dos ecossistemas se intensificou após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvi- mento (CNUMAD) e o estabelecimento da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), no início dos anos 1990. A partir de então, e com a publicação do artigo The value of the world’s ecosystem services and natural capital, de Costanza et al. (1997), ganharam notorie- dade os estudos sobre serviços ecossistêmicos e sua valoração, que chamam a atenção para a necessidade de conservação e preservação de espécies vegetais e florestais. Os benefícios da conservação destas consis- tem na continuidade da oferta de serviços ecossistêmi- cos que garantem o bem-estar à humanidade. Como exemplos desses serviços pode-se citar a regulação do clima e da água, o controle da erosão e retenção de sedimentos, etc. (COSTANZA et al., 1997). A definição de serviços ecossistêmicos como benefícios que as pessoas obtêm dos ecossistemas foi posta em cir- culação e consolidada pela Avaliação Ecossistêmica do Milênio (em inglês: Millennium Ecosystem Assessment — MEA). A MEA, conjunto de relatórios publicados de 2001 a 2005, baseou-se em quatro convenções da Organização das Nações Unidas (ONU) relativas às questões ambien- tais — clima, biodiversidade, desertificação e áreas úmi- das –, constituindo o maior inventário do estado de uso da natureza pelos seres humanos. O Relatório da MEA, publicado em 2005, dividiu os ser- viços ecossistêmicos em quatro categorias: • de provisão: alimentos, água potável, madeiras e fi- bras, combustível, etc.; • de regulação: clima, inundações, controle de doen- ças, purificação da água, etc.; • de cultura: estético, espiritual, educacional, re- creação, etc.; • de suporte: ciclagem de nutrientes, formação do solo, produção primária, etc. Sobre a oferta desses serviços, Isbell et al. (2011) apontam que quanto maior o número de espécies, melhor se mantém a multifuncionalidade do ecossistema em grandes escalas espaçotemporais e mais se conserva o equi- líbrio ecológico. Daí constata-se que cada espécie desempenha um importantíssimo papel a fim de que o ecossistema permaneça estável (MEA, 2005). Para incentivar a conservação dos ecossistemas, Almei- da (2007) defende que os serviços ecossistêmicos sejam valorados e inseridos no mercado pela adoção de políti- cas de pagamento, sendo necessário que os direitos de propriedade estejam bem definidos. E que, na verdade, o conjunto desses serviços se encontra ameaçado pela ausência de direitos de propriedade e de fungibilidade e por serem produtos globais de uso comum, definidos, economicamente, como externalidades. Daí a dificulda- de de valorar esses recursos econômicos. A valoração dos serviços ecossistêmicos deriva, confor- me Motta (2011), de seus atributos, que podem ou não estar associados a um uso. Valorar um recurso ambien- tal consiste em estimar um quantum monetário em re- lação a outros bens e serviços disponíveis na Economia (MOTTA, 1997), a partir do que surge uma política de pagamento por serviços ecossistêmicos que, segundo Moraes (2012), se expressa pela ideia de que os benefi- ciários externos paguem aos proprietários desses bens pela adoção de práticas de conservação ou restaura- ção dos ecossistemas. Nesse sentido, as instituições financeiras podem contribuir para que as atividades extrativas sejam sustentáveis, exigindo contrapartidas ambientais para a concessão de crédito (COSTA; GO- MES, 2016). Nesse ínterim, como a conservação e preservação de espécies florestais é fundamental para garantir a con- tinuidade desses serviços, surgiram pesquisas na área de Engenharia Florestal, em especial sobre a regulação climática por meio do sequestro de CO2, que visaram a quantificar o estoque de carbono (EC) e/ou a biomassa de florestas ou de espécies florestais. A maioria dessas pesquisas abrange áreas florestais, poucas se referem a estudos de espécies individuais. Dentre os estudos internacionais, destacam-se o de Missanjo e Kamanga-Thole (2015), que estima- ram a biomassa e o EC de uma reserva florestal de Miombo Woodland, no Malawi; e o de Chavan e Rasal (2010), que abordam o estoque permanen- te de carbono sequestrado por espécies arbóreas selecionadas em um campus universitário da Índia; nesta última pesquisa os autores utilizaram o mé- Quantificação do estoque de carbono da Copernicia prunifera (mill.) H. E. Moore em áreas distintas 37 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 todo não destrutivo, concluindo que modelos alo- métricos baseados em padrões teóricos são ótimos para a determinação da biomassa. E, ainda, o estu- do de Breugel et al. (2011), que estimaram o EC em florestas secundárias no Panamá. Das pesquisas realizadas no Brasil, citam-se a de Ra- tuchne et al. (2015), que quantificaram o carbono flo- restal da espécie Araucaria angustifolia no sudoeste do Paraná; a de Silva et al. (2015), que estimaram, usando métodos indiretos, o EC em área de restau- ração florestal em Minas Gerais; e a de Rocha et al. (2014), que estimaram estoques de carbono na fito- massa área de sistemas agroflorestais no cerrado de Minas Gerais. Quanto aos estudos sobre a carnaúba já realizados, ci- tam-se o de Araújo et al. (2013), que analisaram a ger- minação das sementes; o de Reis et al. (2010; 2011), que avaliaram a protrusão do pecíolo cotiledonar e a emergência de mudas de carnaúbas, respectivamen- te; o de Arruda e Calbo (2004), que analisaram a to- lerância à inundação; e o de Holanda (2006), que ve- rificou os efeitos da salinidade sobre o crescimento e desenvolvimento da espécie. Quanto ao manejo da carnaúba, destacam-se o estudo de Vieira, Olivei- ra e Loiola (2016), que analisaram as consequências da extração mensal das folhas sobre a sobrevivência, a produção de folhas e o desempenho reprodutivo da planta; o de Ferreira (2009), que verificou o comporta- mento de carnaubeiras em três estádios de desenvol- vimento (capoteiro, palmeira nova e palmeira velha); o de Ferreira, Nunes e Gomes (2013), que analisaram o efeito de diferentes estratégias de manejo de corte das folhas; e o de Reis Filho (2005), que coordenou o Mapeamento Espacial e Zoneamento da Carnaúba no Piauí (Projeto Carnaupi), a partir do qual inventa- riou as populações dessa planta, classificando-a em quatro classes. No âmbito da etnobotânica, citam-se três estudos que confirmam os usos ou o potencial de usos da espécie em comunidades tradicionais, indo as indicações desde a categoria alimentícia até a produ- ção de energia, são eles: Silva et al. (2014), Silva et al. (2011) e Sousa et al. (2015). Esses estudos etnobotânicos confirmam os registros da literatura sobre o aproveitamento integral da car- naúba. Gomes e Nascimento (2006) registraram usos de todas as partes da palmeira – folhas, pecíolo, esti- pe, fruto e raízes. Além desses usos diretos, a carnaú- ba desempenha um importante papel na preservação de margens de rios, conforme Lima e Araújo (2006) e Araújo et al. (2012). Tomando por base as categorias de serviços ecossistê- micos relatados em MEA (2005) e os usos da carnaúba, identificam-se os seguintes serviços da espécie: • de provisão: fonte de fibra, celulose e pó cerífero que provêm das folhas, da madeira (caule e pecíolo) e do alimento (fruto e palmito); • cultural: estético (paisagismo), medicinal (raízes) e simbologia (árvore-símbolo); • de suporte: proteção de solo, nascentes, manan- ciais hídricos e cursos d’água. O conhecimento sobre a etnobotânica e os serviços ecossistêmicos da carnaúba, seja por meio de bene- fícios diretos, seja pelos indiretos, é, assim, essencial para a conservação da espécie e o consequente equilí- brio ecológico, por intermédio da sua exploração eco- nômica racional e sustentável. Inexistem estudos empíricos sobre os serviços ecos- sistêmicos de regulação da carnaubeira, como o cli- mático e o hídrico, o que justifica a relevância de estu- dar o EC presente na espécie. Desse modo, aponta-se o serviço ecossistêmico de regulação climática da carnaúba por meio do EC como uma variável impor- tante para a conservação da espécie, dada a sua im- portância não apenas socioeconômica, mas também ambiental. Para tanto, escolheu-se a Fazenda Itans, no município de Campo Maior, Piauí, que é cortada pelo Rio Canudos e tem áreas de carnaubal nas mar- gens dos rios, nas quais há maior variedade de vege- tação, e distantes dessas, em que predomina a car- naúba, o que motivou a seguinte questão: qual o EC das carnaúbas dessas áreas? Os objetivos consistiram em quantificar o EC presente no estipe e nas folhas de carnaúba e verificar se existe diferença de quantidade de EC entre carnaúbas situa- das em áreas distintas para, assim, difundir a necessi- dade de conservação ambiental da espécie. Costa, V.L.S. et al. 38 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 MATERIAIS E MÉTODOS Caracterização da área de estudo O estudo foi realizado com populações naturais de Coper- nicia prunifera (Mill.) H. E. Moore no município de Campo Maior, Piauí, escolhido pela sua representatividade como o maior produtor de pó cerífero na Região Nordeste. A área de estudo se localiza na Fazenda Itans, a 20 km da sede do município de Campo Maior, Piauí, na Rodo- via PI 314 (Campo Maior — Barras). Fez-se a solicitação ao proprietário por meio de ofício a ele encaminhado, o qual autorizou o experimento. O clima da microrregião é, conforme a classificação de Köppen, Tropical Subúmido (C 1 WA 4a ), com temperaturas entre 23 e 35ºC nos meses secos. A vegetação, segundo Barros, Farias e Castro (2010), compõe o Complexo Ve- getacional de Campo Maior, caracterizado como um am- biente sujeito a frequentes inundações, o que lhe confere o caráter de transição, estabelecido a partir do contato dos cerrados com a caatinga, o carrasco, as matas estacio- nais (decíduas e semidecíduas) e as matas ripícolas. A fazenda, com área de 970 ha, é cortada por dois rios in- termitentes, um com menos de 10 m de largura (Itans) e outro com largura entre 10 e 50 m (Canudos). A área de es- tudo é coberta predominantemente por carnaúbas e todo o carnaubal é manejado para a extração do pó cerífero. Amostragem Foram implantadas 3 parcelas com dimensões de 40 × 20 m nas margens do Rio Canudos (área I), em que a carnaúba se encontra associada com outras espécies, e 3 parcelas, com as mesmas dimensões, distantes das margens do rio e próximas à casa da Fazenda (área II), esta caracterizada pela predominância de carnaúbas com existência mínima de outras espécies. A Figura 1 mostra os pontos georrefe- renciados, via Global Position System (GPS), das parcelas. Em cada parcela foi levantado o número de indivíduos cujo estipe era igual ou superior a 2,5 m de altura. Fo- ram medidos a altura (H) do estipe e o perímetro à al- tura do peito (PAP) a 1,30 m do solo. Figura 1 – Vista aérea das áreas pesquisadas, Fazenda Itans, Campo Maior, Piauí: (A) área I (parcelas 1 (pontos 031, 032, 033, 034), 2 (pontos 035, 036, 037, 038) e 3 (pontos 039, 040, 041, 042); (B) área II (parcelas 4 (pontos 043, 044, 045, 046), 5 (pontos 047, 048, 049, 050), 6 (pontos 051, 052, 053, 054) e Casa da Fazenda (ponto 030). A B Quantificação do estoque de carbono da Copernicia prunifera (mill.) H. E. Moore em áreas distintas 39 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 Determinação da biomassa e do estoque de carbono A biomassa do estipe da carnaúba foi calculada, por meio de equação alométrica (Equação 1), proposta por Ribeiro et al. (2009), como produto das variáveis volume do estir- pe (V) e densidade básica média da espécie (D): B = D x V (1) Em que: B = biomassa (em kg); D = densidade básica média da espécie (em kg.m-3); V = volume do estipe (em m3). Para o cálculo da densidade básica média da espécie, utilizou-se o método destrutivo. Para tanto, solicitou-se autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Campo Maior, Piauí, que a forneceu com a recomendação de fazer a reposição de cinco para cada uma que fosse abatida. As espécies determinadas para reposição foram Libidibia férrea (Mart. ex Tul.) L. P. Quei- roze Anacardium occidentale L. Procedeu-se, então, a um sorteio de três indivíduos para o abate em cada área. A determinação da D da espécie teve por base a Norma Brasileira (NBR 11941), de março de 2003 (ABNT, 2003). Fez-se a secção do estipe dos in- divíduos retirando-se 6 discos, com espessura de 3 cm, nos pontos de PAP, 0, 25, 50, 75 e 100% do comprimento. O método utilizado foi o da imersão, baseado na variação do peso da amostra. Ou seja, logo após serem seccionados, os discos foram colocados, individualmente, em um reci- piente com água previamente pesado (m1) durante uma hora, para atingir o volume máximo saturado; em seguida, os recipientes com os cilindros imersos foram pesados (m 2 ). Posteriormente, os discos foram encaminhados para o La- boratório/Herbário Graziela Barroso (TEPB), onde foram secos em estufa, a 105ºC, até atingirem o peso constante para a determinação da massa seca (m3). A densidade bá- sica foi calculada conforme a Equação 2, na qual o volume do disco equivale ao volume da água deslocada, que, por sua vez, é igual à diferença de massa (m 2 – m 1 ), consideran- do-se a densidade da água como um g/cm3 (ABNT, 2003): D m m m 3 2 1 = − (2) Em que: D = densidade básica da madeira (em kg.m3); m 3 = massa seca (em kg); m 2 = massa do recipiente com água e disco imerso (em kg); m 1 = massa do recipiente com água (em kg). A D da espécie foi obtida a partir da média aritmética dos valores de densidade dos seis discos das carnaúbas. O V foi calculado a partir da equação de volume do cilindro, admitindo que o estipe da carnaúba tivesse a forma cilíndrica. Partindo da Equação 3, chega-se à equação para obter o V da carnaúba. V = A x H (3) Em que: A = área do cilindro; H = altura do cilindro. A área do cilindro é dada conforme a Equação 4: A = πr2 (4) Em que: r = raio da circunferência do cilindro. Pela equação da circunferência, tem-se a Equação 5: C r C r r C 2 4 4 2 2 2 2 2 2 π π π = → = → = (5) Em que: C = perímetro da circunferência. Substituindo o valor r2 (Equação 5) na equação da área do cilindro (Equação 4), temos a Equação 6: A C A C 4 4 2 2 2π π π = ≡ = (6) Utilizando estas equações (Equações 3 e 5), pode-se calcular o volume do estipe da carnaúba; conforme as variáveis levantadas, tem-se que o perímetro da circun- ferência (C) corresponde ao PAP do estipe da carnaúba em m e a H do cilindro corresponde à H do estipe em m. Substituindo essas variáveis na equação do volume (Equação 3) se obtém a equação de volume (em m) para o estipe da carnaúba (Equação 7): Costa, V.L.S. et al. 40 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 V PAP xH 4 2 π = (7) Após a determinação da biomassa e das variáveis que a compõem, foi possível quantificar o EC das carnaúbas pela multiplicação da biomassa por 0,5, visto que 50% da biomassa correspondem ao EC, proposta esta eluci- dada pelos autores Pearson, Brown e Birdsey (2007). Além disso, dos indivíduos abatidos para obtenção da densidade básica da espécie, foram recolhidas as folhas com pecíolos, contadas e pesadas ain- da verdes (mv). Posteriormente, foram levadas ao TEPB, onde secaram em estufa a 105°C até atingi- rem a massa constante ou massa seca (ms) para calcular o EC, considerando que ele corresponde a 50% da ms. Análise dos dados Após a coleta, fez-se a análise estatística dos dados, usando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), da IBM, versão 20 para Windows. Realizou-se o teste t de Student, que compara médias entre dois grupos; com os resultados pode-se constatar se as diferenças observadas são significativas ou não para analisar se existe diferença significativa de EC das carnaúbas das duas áreas. Os testes foram realizados com a probabilidade de 5%. RESULTADOS E DISCUSSÃO Nas áreas I e II foram contabilizadas 104 carnaúbas, sendo que a I apresentou menor número de indivíduos (29) e na II foram contados 75. Conforme a classificação de Reis Filho (2005), todas as carnaúbas encontravam-se em es- tádio adulto, sendo, assim, distribuídas nas seguintes sub- classes: 12 palmeiras novas (2,5 a 3,99 m), 44 médias (4,0 a 6,99 m) e 48 velhas (acima de 7 m). A D foi de 0,562 kg.m-3. Na Tabela 1 tem-se a estatísti- ca descritiva das seis carnaúbas que foram abatidas — são apresentados o desvio padrão e as médias das variáveis coletadas —, sendo que as da área I foram classi- ficadas como palmeiras velhas, e as da área II, uma como velha e as outras duas como palmeiras médias. As folhas constituem um EC que é renovado anual- mente pelo corte para extração de pó cerífero. Assim, essa atividade contribui para o sequestro e o EC. O to- tal de carbono estocado nas folhas com pecíolos foi de 14,63 kg ou 500 g.kg-1, valor que se encontra acima do encontrado por Cunha et al. (2009) na espécie Attalea dúbia (Mart.) Burret (448 g.kg-1) e abaixo do resultado encontrado por Miranda et al. (2012) para a Euterpe oleraceae Mart. (885 g.kg-1). Quanto ao estoque total de carbono dos estipes, na área II quantificou-se em 4,72 kg, maior que na I (2,33 kg), e a soma do EC nas duas áreas foi de 7,05 kg. Entretanto, nas margens do rio as carnaúbas apresen- tam, em média, estoque maior de carbono, pois elas apresentam-se mais frondosas, altas e com maior nú- mero de folhas, diferenciando-se das que distam de fontes de água. Isso lhes confere maior EC. Na Tabela 2 são apresentados o número de indivíduos, a média e o desvio padrão da H, do PAP e do EC. Variáveis Área I Desvio padrão Área II Desvio padrão N 32 6,028 21 12,503 H 8,98 2,374 5,76 1,250 PAP 0,64 0,059 0,73 0,069 mv 15,90 4,140 7,13 7,132 ms 6,85 1,727 2,90 3,019 EC 3,42 0,863 1,45 1,510 Tabela 1 – Médias das carnaúbas abatidas: número de folhas, altura e perímetro à altura do peito (em m), massa verde, massa seca e estoque de carbono das folhas (em kg). N: número de indivíduos; H: altura; PAP: perímetro à altura do peito; mv: massa verde; ms: massa seca; EC: estoque de carbono. Quantificação do estoque de carbono da Copernicia prunifera (mill.) H. E. Moore em áreas distintas 41 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 Observa-se de imediato que, pelos valores das tabe- las, as folhas estocam mais carbono que o estipe da carnaúba. Contudo, faz-se a ressalva de que o método usado para calcular o EC do estipe não foi o mesmo adotado para calcular o carbono das folhas, o que justi- fica a disparidade entre os dois resultados. Estendendo o resultado do EC da Tabela 2 para 1 ha, quantificou-se o EC em 14,71 kg.ha-1. As comparações desse resultado que poderiam ser feitas usando resul- tados de outros estudos ficam limitadas, pois não há pesquisas sobre a carnaúba semelhantes a esta. Con- tudo, com os resultados já obtidos para a família Are- caceae, à qual a carnaúba pertence, dentre os quais se pode citar o de Ribeiro et al. (2009), que citam a Euterpe edulis Mart. com um EC de 1,275 t.ha-1; o de Pessoa et al. (2012), que concluíram em sua pesquisa que 18 indiví- duos da família Arecaceae estocam carbono em 1.879 kg.ano-1; e o de Miranda et al. (2012), que encontraram a média de 3,873 kg de carbono estocado no fuste de 18 indivíduos da espécie Euterpe oleraceae Mart. no muni- cípio de Breves, Pará. Como as espécies são distintas, os resultados são, obviamente, diferentes; some-se a isso o fato de que essas pesquisas utilizaram métodos diver- sificados, ainda que não destrutivos, o que justifica os resultados serem tão díspares. Vale ressaltar que o EC por área depende, além das características físicas, da quantidade de indivíduos da espécie que se encontram na amostra. No caso da car- naúba, é possível encontrar áreas bastante populosas ou não. No local onde foi realizado o estudo as carnaú- bas estão um pouco mais dispersas, o que explica o pequeno estoque encontrado em relação aos estudos realizados com espécies da mesma família. Embora a carnaúba tenha crescimento lento, pode, se- gundo Lorenzi et al. (2010), chegar a 15 m de altura. Além disso, conforme Reis et al. (2011), ela se desen- volve melhor estando exposta ao sol, especialmente as mudas, o que ajuda no processo de fotossíntese e, consequentemente, no sequestro de CO 2 . O experi- mento realizado por Arruda e Calbo (2004) confirmou que carnaúbas situadas em áreas alagadas apresentam maiores concentrações de CO 2 e diminuição de O 2 nas raízes, porém essa exposição reduz o processo de fo- tossíntese e de condutância estomática, o que não im- plica ser prejudicial às plantas, pois apresentam tole- rância a tal condição. E, também, é no período chuvoso que elas mais emitem folhas, conforme Ferreira (2009). Quanto à exploração do carnaubal para extração de pó cerífero, ela pode ser prejudicial à planta se ocorrer de forma intensa (acima de 50%) e mensal (VIEIRA; OLI- VEIRA; LOIOLA, 2016), visto que reduz a produção de folhas, afetando a estrutura foliar e causando de perda de energia. Porém, Ferreira, Nunes e Gomes (2013) re- comendam, para os extrativistas, fazer um único corte anual das folhas, pois resulta em rendimento maior. Pode-se inferir que essa extração anual das folhas constitui renovação do EC. No entanto, recomenda-se o manejo adequado no que concerne não só a preser- var o mangará, como também a retirar das proximida- des espécies que causam a morte da carnaúba — como o popular “mato-de-leite” no Piauí, mais conhecido como “boca-de-leão” no Ceará. Área N Variáveis Média Desvio padrão I 29 H 6,9838 2,4779 PAP 0,7197 0,0911 EC 0,0802* 0,0282 II 75 H 6,0707 1,6082 PAP 0,6724 0,1023 EC 0,0630* 0,0253 Tabela 2 – Número de indivíduos, desvio padrão e média das variáveis coletadas (altura e perímetro à altura do peito em m) e quantificada (estoque de carbono em kg) das carnaúbas nas áreas I e II. N: número de indivíduos; H: altura; PAP: perímetro à altura do peito; EC: estoque de carbono; *médias diferentes entre si pelo teste t de Student a 5% de significância. Costa, V.L.S. et al. 42 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 Além disso, não se deve esquecer de que o sequestro de CO 2 é realizado pelas folhas, o que permite dizer que a retirada total das folhas, mesmo preservando o man- gará, reduz essa função da carnaubeira. Outra sugestão é de que não sejam retiradas todas as folhas para que não haja redução drástica de sequestro de CO 2 por ela, pois causa danos à planta. Com esses resultados, pretende-se que a carnaúba seja conservada em função do seu valor econômico, como destacado por Gomes, Cerqueira e Carvalho (2009), bem como pelos benefícios ambientais que oferece. Assim, reforça-se a importância do manejo sustentável, que promove, como já destacado por Wat- zlawick et al. (2012), benefícios ambientais e socioeco- nômicos, além de contribuir para a recomposição de áreas degradadas; além disso, os extrativistas podem ser beneficiados com projetos que visam à sustentabi- lidade da atividade extrativa. No âmbito da conservação e sustentabilidade da car- naúba, destaca-se a Câmara Setorial da Carnaúba, que publicou, em 2009, um manual contendo instru- ções para o manejo da espécie (CÂMARA SETORIAL DA CARNAÚBA, 2009). Posteriormente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou um caderno de boas práticas para o extrativismo sus- tentável orgânico da carnaúba com o objetivo de esta- belecer um protocolo mínimo que promovesse o ma- nejo consciente da atividade extrativista, respeitando o meio ambiente, a cultura e a dinâmica das populações envolvidas (BRASIL, 2014). Gomes, Cerqueira e Carvalho (2009) veem que o benefí- cio privado da exploração econômica da carnaúba pode contribuir para a preservação da espécie, exatamente pela geração de lucros e ocupações rurais. Conforme os autores, isso a torna um recurso natural primordial no âmbito da política ambiental. Ou seja, a partir de seu va- lor socioeconômico, órgãos públicos e privados podem adotar em suas políticas contrapartidas que favoreçam a conservação da espécie, lembrando que a política de crédito às atividades produtivas tem um papel funda- mental no incentivo à conservação. CONCLUSÕES A carnaúba presta o serviço ecossistêmico de regula- ção climática por meio do sequestro e EC. O estudo quantificou o EC presente no estipe e nas folhas da espécie. Como foram utilizadas carnaúbas situadas em áreas distintas, verificou-se, estatisticamente, que elas têm EC diferente entre si, conforme resultado do teste t de Student. Concluindo, na área em que a carnaúba aparece associada com mais espécies vegetais e às margens do rio há maior EC. Além disso, constatou-se que a carnaúba tem maior EC nas folhas que a espécie Attalea dubia (Mart.) Burret. Diante do contexto das discussões sobre alterações cli- máticas, deve-se incentivar a conservação da carnaúba não só pelo valor socioeconômico, mas também por prestar o serviço ecossistêmico de estocar carbono. Esse tema tem ganhado relevância no meio acadêmi- co e na implantação de políticas públicas, como, por exemplo, o pagamento por esse serviço. Portanto, um meio para se conservar a espécie é a utilização de polí- ticas que englobam e prezam pela sustentabilidade da atividade extrativa, e que tenham como paradigma o manejo sustentável. Esta pesquisa contribui com a literatura no que con- cerne à quantificação do EC para a espécie Copernicia prunifera (Mill) H. E. More, visto que inexistem estudos semelhantes para a carnaúba; some-se a isso o fato de ser uma pesquisa interdisciplinar que agrega conhe- cimentos da Ciência Florestal com a Economia Ecoló- gica. Ressalta-se que o presente artigo não esgota o tema, pois deixa margem para realização de pesquisas, por exemplo, para usar um método distinto e, assim, poder fazer comparação e tirar novas conclusões. AGRADECIMENTOS Ao Professor Dr. José Machado Moita Neto, o auxílio com a estatística. Quantificação do estoque de carbono da Copernicia prunifera (mill.) H. E. Moore em áreas distintas 43 RBCIAMB | n.47 | mar 2018 | 35-45 REFERÊNCIAS ALMEIDA, F. 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